Mulher sedentária, quase o dobro de risco de ter câncer de mama

EFE/Rafael Branco

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Esta é a principal conclusão do trabalho”, Exercício físico e câncer de mama em mulheres espanholas” que faz parte do estudo epidemiológico Epi-Geicam, lançado pelo Grupo Português de Investigação em Cancro de Mama (GEICAM), e que analisa os diversos fatores de risco contra o câncer de mama, como os estilos de vida, condições reprodutivas ou variantes genéticas.

O trabalho sobre o exercício físico como uma barreira contra o câncer de mama foi apresentado no XV Congresso da Sociedade Espanhola de Oncologia Médica (SEOM), realizado recentemente em Madrid, a cargo da epidemióloga Marina Pollán, do Centro Nacional de Epidemiologia do Instituto de Saúde Carlos III.

A amostra consistiu em 1.017 mulheres recém diagnosticadas com câncer de mama em 23 hospitais, emparelhadas por idade e região de residência com outras 1.017 mulheres saudáveis.

Um total de 703 casais completaram um exaustivo questionário sobre a prática de atividade física no tempo livre.

Cada uma das diversas actividades desportivas, teve sua equivalência em gasto calórico por mês e se calculou o gasto de energia basal (a que usamos para fazer funcionar o organismo e que se mede no MET, unidade de medida de índice metabólico) e o gasto energético em atividades moderadas (entre 3 e 5,9 MET) e os demais (acima de 6 MET).

Impacto sobre o subtipo de câncer de mama

Avaliou-Se o grau de aderência às recomendações internacionais, como as do Instituto Americano de Pesquisa do Câncer: andar a passo leve, pelo menos, 30 minutos por dia e a sua associação com o câncer de mama, tanto global, como estado menstrual e subtipo patológico.

Assim, se classificou para as mulheres sedentárias, aquelas que não fazem nenhum tipo de exercício físico, em ativos com uma média de menos de 30 minutos de exercício por dia; e ativas que praticam 30 ou mais minutos de atividade física diária, explica Marina Pollán a EFEsalud.

“O que observamos -sinaliza a epidemióloga – é que as mulheres sedentárias apresentam um risco 1,7 vezes de câncer de mama, quase o dobro, do que aquelas que superam os 30 minutos de exercício físico por dia, enquanto que aqueles que fazem menos de 30 minutos por dia ficam em um grau intermediário de risco”.

Também foram avaliados os hábitos de atividade física que praticavam antes do diagnóstico e se tiveram em conta os três subtipos de câncer de mama (hormonal, HER2 e triplo-negativo). “Nós encontramos uma redução do risco muito semelhante para os três tipos, 5% por cada 6 METs de exercício”, aponta a especialista.

Igualmente, verificou-se que o efeito protetor do exercício físico contra o câncer de mama não diferenciava especialmente para as mulheres no estado premenopáusico e menopáusico.

A conclusão deste estudo reflete que os benefícios do exercício físico são apreciados em todos os subtipos de doenças de câncer de mama justificando a necessidade de insistir sobre as recomendações de exercício físico (ao menos andar 30 minutos por dia), já que as mulheres inativas têm 1,7 vezes mais risco de ter este câncer que as ativas.

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