muito mais do que o controle de açúcar

EFEsalud adiantou há semanas, o conteúdo do livro do doutor José Saban, “Fisiopatologia e manejo da hiperglicemia intrahospitalaria”. Hoje, temos vindo a sua apresentação no Colégio Oficial de Médicos de Madrid, em um ato presidido pela viceconsejera da Saúde, Belém Prado, e patrocinado pela Novartis.

Capa do livro do doutor Saban

Artigos relacionados

Sexta-feira 07.09.2018

Quinta-feira 06.09.2018

Quarta-feira 05.09.2018

Saban espreme neste manual atualizado sobre a diabetes seus 30 anos de experiência no Hospital Ramón y Cajal, e nos oferece novas chaves sobre esta doença com motivo de seu Dia Mundial.

A maior causa de mortalidade nos diabéticos são os problemas cardiovasculares. Com esta premissa em mente, trabalhou sempre o Internista e Diabetólogo de córdoba, José Saban, na Unidade de Diabetes do Hospital Ramón y Cajal convertida a partir de 2000 também a pioneira e única em Portugal Unidade de Patologia Endotelial.

“Não se dava importância à tensão, ninguém tinha o colesterol, pois não se acreditava que fosse importante para a diabetes”, disse Saban. O que era e o que é, como o demonstram os 2000 pacientes tratados nesta pequena Unidade que pusesse em marcha no ano de 80, o visionário dr. Serrano Rios do que Saban era discípulo: Olha o colesterol, a tensão, tudo, quando em outros sites só olhava a glicemia“, assegura Saban.

Com todo esse caminho percorrido, o desafio é conseguir uma menor taxa de complicações e redução de custos em pacientes internados; o livro mostra quando, como e por que usar uma pauta concreta para chegar a esse fim.

Se quiser prevenir é preciso prever e se quiser melhorar alguma coisa mídelo

Saban lembrou que seu avô era um fiel seguidor dos provérbios e foi resgatado para a audiência dois provérbios que vêm bem para entender o seu livro e que ilustram a filosofia de seu trabalho. Um modus operandi que reflete outra das sentenças que podemos ouvir mãos do doutor: “se damos trégua à doença cardiovascular que nos mata”. Por tudo isso, Saban explica-nos as chaves do risco cardiovascular em portadores de diabetes.

O consumo de tabaco deve ser zero; não é negociável

O tabaco é a medida mais importante na estratégia terapêutica do diabetes.

Não falamos de câncer. O risco de câncer em um paciente diabético ou não diabético é o mesmo, porém “o risco cardiovascular é o dobro ou o triplo”.

O tabaco prejudica o endotélio, a camada que reveste o interior das artérias, especialmente no diabético.

A causa mais comum de amputação não traumática é a diabetes: “quando há amputações de perna, 99,9% é em diabéticos fumantes”.

Colesterol: rejuvenescimento da artéria

O diabético deve receber tratamento contra o colesterol, mesmo se os seus níveis normais ou baixos.

A chave está em um dos fármacos utilizados, um grupo de medicamentos chamado estatinas, que além de reduzir o nível do colesterol, são anti-inflamatórios cardiovasculares.

“Quando colocamos em tratamento a um paciente lhe desceu o nível de colesterol, colocando-o no leito vascular de quando tinha 18 anos. Removendo o colesterol da maturidade e o colocamos ao nível dos jovens”.

Tensão: 13/8 em diabéticos é hipertensão

O diagnóstico de tensão em que a diabetes é diferente da população não diabética.

“Um diabético é hipertensos com valores mais baixos que o resto. Isso não o sabe a gente. Às vezes até mesmo os médicos também não sabem. Mais de 13/8 é hipertensão em diabéticos e 14-9 na população não diabética”.

O controle de tensão também é importante porque preserva o rim muito melhor do que o controle da glicemia.

Exercício físico e dieta: controle e medida

A atividade física tem grande importância no controle da pressão arterial, do açúcar, melhora também a função do endotélio: “isso melhora todo. O exercício deve ser o aeróbico e regular; se não é regular é uma autêntica vergonha”.

A única restrição com relação à dieta é o controle do açúcar. O resto é comum ao restante da população: baixa em gordura saturada, rica em frutas e vegetais, uma dieta mediterrânea… “a Minha experiência diz-me que há que erradicar os açúcares solúveis, há escolas que são menos drásticas, mas meus anos na Unidade me dizem o contrário. Em diabéticos o suco sobe muito o açúcar, no entanto, a fruta natural, com exceções, é muito boa”.

(Não Ratings Yet)
Loading…

Leave a Reply