Morre um homem, após a picada de um carrapato

Um homem de 74 anos foi morto em Ávila pela febre da Criméia-Congo, depois de participar em julho, uma actividade cinegética na cidade pacense de helechosa, onde sofreu a picada de um carrapato, informaram hoje fontes da Secretaria de Saúde de Castela e Leão.

Carrapato. EPA/PATRICK PLEUL

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O Centro Nacional de Microbiologia do Instituto de Saúde Carlos III confirmou a infecção pelo vírus da Criméia-Congo e do afetado, que morreu ontem de madrugada, no Complexo Assistencial de Ávila.

O processo infeccioso que sofreu o paciente lhe causou febre alta e um quadro clínico que levou ao falecimento, argumentavam dessas fontes, em um comunicado, segundo o qual, os Serviços de Epidemiologia da Junta de Castela e Leão, em parceria com o Complexo Assistencial de Ávila, estão trabalhando para identificar os possíveis contatos do falecido e indicar-lhes o seguimento, o que se deve fazer.

Evitar outras infecções por Criméia-Congo

Por sua parte, as autoridades sanitárias extremenhas já foram tomadas medidas para informar a população e os profissionais de saúde, com o fim de evitar possíveis infecções.

No caso de ter havido contato estreito, deve-se monitorar periodicamente a temperatura corporal do paciente e comunicar ao epidemiologista de referência qualquer mudança no seu estado de saúde, lembra o comunicado, em que se assegura que os serviços de epidemiologia de ambas as comunidades autónomas estão em contato permanente.

A febre da Crimeia-Congo é causada por um vírus, cujo mecanismo de transmissão principal é a picada de carrapato do gênero ‘Hyalomma’, mas também pode contrair a partir de um caso por contato com sangue ou fluidos do enfermo, de forma assimilável para a transmissão de outras doenças mais comuns, como a hepatite B.

Em 2016, se confirmaram os dois primeiros casos da doença em Portugal, um homem de 62 anos, que morreu após o 25 de agosto, depois de sofrer uma picada de um carrapato que lhe transmitiu a doença em um passeio pelo campo em uma cidade de Ávila, e a enfermeira que a atendeu durante o seu internamento hospitalar, ao entrar em contato com seus fluidos.

Para prevenir as picadas por carrapatos, as autoridades de saúde, que nas últimas semanas têm feito uma campanha informativa, têm lembrado a importância de usar roupas e calçados adequados durante as saídas ao campo.

Também têm recomendado transitar pelos caminhos já traçados e usar repelentes, tanto para as pessoas como para os animais de companhia, além de retirar o mais rápido possível e de forma adequada as bactérias que possam ter fixado, de preferência por parte de profissionais de saúde.

Uma centena de pessoas recebe acompanhamento

As autoridades de saúde realizam o acompanhamento de uma centena de pessoas que tiveram contato direto com o homem morreu como consequência da febre Criméia-Congo, explicou em conferência de imprensa, o delegado do Conselho em Ávila, José Francisco Hernández, e a chefe do Serviço de Epidemiologia da Secretaria de Saúde, Sônia Tamames.

Esta última destacou que atualmente trabalha na elaboração de um censo de todas aquelas pessoas que tenham tido contato com o falecido desde o momento em que começaram os sintomas, “que é quando pode ocorrer a transmissão seus contatos mais diretos”.

Esses sintomas, de acordo com Tamames, se iniciaram há uma semana, que foi quando ingressou no Complexo Assistencial de Ávila o falecido, sobre cuja identidade não forneceram mais dados do que sua idade por critérios de confidencialidade.

Em relação ao censo que se está elaborando, a chefe do Serviço de Epidemiologia confirmou que não está fechado e que todas as pessoas que permanecem submetidas a acompanhamento são da província de Ávila, já que as que puderam ser expostas no ambiente em que se produziu em que a espanha está “fora do período de risco”, que é de duas semanas.

Além disso, foi esclarecido que cerca de dois terços desse censo é pessoal sanitário do Complexo Assistencial de Ávila, que são “os que participaram na assistência a esta pessoa, durante este tempo”.

Entre estes, estão médicos, enfermeiros, auxiliares e pessoal de laboratório, disse Sonia Tamames, antes de assinalar que o pessoal de Medicina Preventiva e de Saúde no Trabalho estão trabalhando durante toda a jornada para manter informado o pessoal do complexo hospitalar.

Neste sentido, considerando que as últimas pessoas que estiveram em contato com o falecido, fizeram ontem, daí que enquanto “não decorrido o período de incubação”, que é de duas semanas, e veja se alguém já desenvolveu a doença, “não se pode fechar este acompanhamento”.

Tamames também explicou que a centena de pessoas que faz parte do censo que está sendo realizado um acompanhamento foram divididas entre aquelas que têm um nível de risco elevado”, em torno da metade, e “nível de risco baixo”, a outra metade.

As primeiras se lhes pede que façam a temperatura duas vezes ao dia, ao mesmo tempo que são chamadas de “periodicamente” para saber que esses registros e saber se tem algum outro sintoma, ou se a sua saúde se alterou.

As de nível de risco baixo é-lhes dado indicações para controlar se desenvolve sintomas relacionados com febre, diarreia, vómitos ou algum outro tipo gastrointestinal.

Medidas preventivas contra as carraças

Desde a Diretoria trabalha na promoção do uso de “medidas preventivas” para evitar que as pessoas que saiam para o campo possam sofrer a picada de um carrapato como usar roupas longas e uso de repelentes.

Sem que em alguma ocasião se adere ao corpo um carrapato, o aconselhável é que seja retirada por um profissional de saúde de acordo com a chefe do Serviço de Epidemiologia, que recordou como, há dois anos, também ocorreu outro caso de estas características na província de Ávila.

Naquela ocasião, apesar de o falecido, de 62 anos, vivia em Madrid, havia se mudado para o seu povo na província de San Juan del Molinillo, onde sofreu a picada de um carrapato que lhe produziu a morte no final de agosto de 2016, em madrid.

Além disso, outro profissional assistencial foi infectada quando eu atendia no centro hospitalar de madri, mas superou a doença

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