Morre o médico Segovia Arana, um dos promotores do MIR

O doutor José Maria Segovia Arana, que contribuiu para a criação da especialidade de Medicina de Família na saúde espanhola e foi um dos promotores da formação de especialistas através do sistema MIR, morreu aos 96 anos

Fotografia de arquivo, do 16/08/2011, do dr. José Maria Segovia Arana, que contribuiu para a criação da especialidade de Medicina de Família na saúde espanhola e foi um dos promotores da formação de especialistas através do sistema MIR, que faleceu hoje aos 96 anos. EFE/Arquivo/Alberto Morante

Segunda-feira 03.09.2018

Terça-feira 28.08.2018

Sexta-feira 31.08.2018

A família deste destacado médico informou à EFE a sua morte, que ocorreu na manhã de ontem em Madrid. A capela ardente está hoje instalada na clínica Porta de Ferro, que dirigiu durante mais de 30 anos.

Nascido em Villasequilla (Toledo), em 1919, Segovia Arana estudou em Madrid, a carreira de Medicina (1939-44) e se formou na Clínica Universitária do professor Jiménez Díaz.

Mais tarde, ganhou o cargo de Chefe de Serviço do Aparelho Digestivo do Hospital Provincial de Madrid e, em 1957, obteve o cargo de professor adjunto de Patologia Médica na Universidade de Madrid.

Trabalhou nos Estados Unidos e em 1962 ganhou a Cátedra de Patologia e Clínica Médica da Universidade de Santiago de Compostela. Dois anos depois, voltou a Lisboa para dirigir o recém-inaugurado Centro de Pesquisas Médico-Cirúrgicas da Segurança Social.

Em 1964, fundou a Clínica Porta de Ferro, de Madrid, de que seria diretor até o ano de 1992.

Foi também promotor da formação de especialistas do sistema Mir e um impulsionador da criação da Faculdade de Medicina da Universidade Autónoma de Madrid, da qual foi professor e reitor.

Em 1978, contribuiu para a criação e implantação da especialidade de Medicina de Família e Comunitária e no ano seguinte foi nomeado secretário de Estado para a Saúde, cargo que desempenhou até 1980.

Além disso, foi diretor do Fundo de Pesquisas médicas da Segurança Social, membro do Conselho Executivo da OMS e do Comité Consultivo Mundial de Pesquisas Médicas da mesma organização, presidente da Sociedade Portuguesa de Educação Médica, do Conselho Nacional de Especialidades Médicas e da Comissão Nacional de Medicina de Família e Comunitária.

Também ocupou a presidência do conselho de Administração da Fundação Jiménez Díaz e do Conselho Consultivo do Ministério da Saúde.

Recebeu, entre outros prêmios, o Prêmio Rei Jaime I de Medicina Clínica, a Grã-Cruz da Saúde, da Ordem de Afonso X, o Sábio, a Cruz do Mérito Naval e do Mérito Aeronáutico, e era acadêmico de Reais Academias de Medicina e de Ciências Morais e Políticas.

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