Morre na Libéria, ebola, a irmã Pascaline, companheira do missionário português

A irmã Chantal Pascaline, companheira do padre Miguel Pajares, morreu esta madrugada, na Libéria, por causa do vírus do Ebola, informou hoje a Ordem Hospitaleira de s. João de Deus (OHSJD)

Imagem fornecida pela Ordem Hospitaleira de s. João de Deus (OHSJD) da freira congolesa Chantal Pascaline faleceram em consequência do ebola no Hospital São José de Monróvia (Libéria). EFE

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Pascaline, de nacionalidade congolesa, estava internada no hospital São José de Monrovia (Libéria) e foi morto, apesar dos cuidados que ela estava recebendo por parte do enfermeiro voluntário camaronês William Ekeurm.

Em comunicado informando sobre o falecimento da religiosa, a OHSJD indica que está preparando uma equipe de profissionais de saúde para enviar o mais rápido possível da zona dentro da campanha “Pararmos o Ebola na África do Oeste”.

A saúde dos missionários espanhóis não piorou

O padre Miguel Pajares, primeiro português infectado com o vírus do Ebola, e a freira Juliana Bonoha Bohé, continuam internados no Hospital Carlos III de Madrid, onde estão “estáveis” e a sua saúde “não piorou”, segundo informaram à Efe fontes sanitárias.

Os dois religiosos espanhóis entraram no hospital no dia 7 de agosto, depois de chegar a Madrid, em um voo especial proveniente de Monrovia (Libéria) e, desde então, apenas se conhecem os detalhes do estado de saúde do sacerdote, que manifestou o seu desejo de não fornecer partes médicos sobre a sua evolução.

Se sabe, no entanto, que a freira Juliana Bonoha Bohé permanecia ao meio-dia de hoje, sexta-feira “assintomática, sem febre, bem hidratada e com bom estado geral”, que não está infectado com malária e que nos próximos dias se vai repetir as provas do vírus do Ebola, que, no momento, resultaram negativas.

Quanto ao seu estado atual, o hospital Carlos III, anunciou que não haverá um novo lado médico da religiosa até a próxima semana.

Doze de saúde atendem aos religiosos

Entretanto, doze profissionais de saúde (enfermeiros, pessoal auxiliar e zeladores) se revezam a cada duas horas, durante as 24 horas do dia, para tratar da atenção destes dois doentes, que ocupam toda sexto andar do hospital Carlos III.

Para que não haja riscos de contágio, a atenção de ambos os pacientes requer de roupas e equipamento especial para o pessoal da saúde, o que obriga a ter que fazer alterações de vez com maior freqüência.

Junto a estes profissionais, e segundo explicou à Efe fontes sanitárias, encontra-se um grupo de médicos especializados em virologia e terapia Intensiva que, como no caso do pessoal auxiliar, têm ampla experiência em doenças virais e infecciosas.

Acrescentou que o acompanhamento que se faz, basicamente, é que permaneçam hidratados e controlar o que não lhes suba a febre, para que se lhes fornecem soros e paracetamol, um tratamento que se aplica no caso do Cérebro e de outras doenças de tipo vírico, como a pneumonia.

Enquanto isso, a ONG João Cidade, da Ordem Hospitaleira de s. João de Deus, a que pertence Miguel Pajares, permanece reunida “gabinete de crise” e em contacto permanente com o Ministério da Saúde para o acompanhamento dos dois religiosos espanhóis e a situação das freiras infectadas de Ebola que ficaram no Hospital São José de Monróvia, Paciência Melgar e Chantal Pascaline, hoje falecida.

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