Morre a criança de 6 anos apanhar de difteria após quase um mês internado

A criança de 6 anos de Olot (Girona) doente de difteria e internado em Vall d’Hebron, desde o dia 30 de maio foi morto hoje por causa desta doença, que não estava vacinado; o conselheiro de Saúde da Catalunha, Boi Ruiz, disse que “tão vítimas são as crianças não vacinadas, como os pais que decidem não vacunarlos”

conferência de imprensa de Boi Ruiz para relatar a morte do menino com difteria/EFE/Alejandro García

Quarta-feira 17.06.2015

Terça-feira 09.06.2015

Terça-feira 09.06.2015

O menino estava internado desde o último dia 30 de maio, na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos do Hospital Vall d’Hebron, e morreu nesta madrugada. Era o primeiro caso de difteria diagnosticado em Portugal nos últimos 28 anos.

Tinha afetadas as funções respiratórias, cardíacas e renais pela toxina da difteria, precisava de respiração assistida, estava ligado a um rim artificial e levava vários dias com circulação extracorpórea.

Este caso de contágio de difteria provocou nas últimas semanas, a polêmica, pelo fato de os pais a vacinar a criança, o que provocou a infecção.

Boi Ruiz admitiu, em conferência de imprensa, que, “embora não tenha risco zero com as vacinas, isso não deve ser utilizado para transmitir um falso mensagem em favor de não vacinar”, e se referiu de maneira especial “aquelas pessoas que fazem declarações públicas, pondo em causa a eficácia das vacinas”.

Segundo o conselheiro, “o menino morreu esta madrugada, por todas as complicações, lesões e problemas orgânicos causados por difteria” e foi informado de que estão à espera do resultado de uma autópsia clínica, que foi autorizada pelos pais, para aumentar o conhecimento científico no hipotético caso de que houvesse um novo caso.

Defendeu a utilidade desta autópsia, já que, 28 anos depois do último caso de difteria em Portugal, as melhores tecnologias com que contam, atualmente, vai ver que efeitos produz a bactéria em todos os órgãos e a nível patológico, e, por conseguinte, um maior conhecimento da doença.

O ministro fez um apelo aos pais para que vacunen a seus filhos, e lançou uma “mensagem de tranquilidade para os vacinados”, ao mesmo tempo, foi invocado “responsabilidade a todos os que colocam em questão a vacinação com o argumento de risco e colocando em dúvida a sua eficácia, porque não há debate científico sobre a vacinação”.

Em sua opinião, “é muito triste que tenha passado esse evento em um país desenvolvido em que ninguém tem dificuldade para aceder à vacinação, já que é universal e gratuito, tudo o contrário do que acontece em países que não têm acesso às vacinas”.

O conselheiro agradeceu o apoio do Ministério da Saúde e do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, que facilitou o tratamento antitoxinas para o paciente de Olot, “apesar de tê-lo, infelizmente, não tem sido suficiente”.

Ruiz expressou uma mensagem de otimismo, já que os últimos esfregaços realizados em Olot permitiram reduzir em dois a relação de dez portadores de difteria registrados no ambiente da criança falecido, e espera-se que siga esta tendência nos próximos dias.

Na zona de Lisboa, o departamento de Saúde estima que há 47 crianças sem vacinação sobre uma população escolar de 3.000 indivíduos.

O ministro anunciou que têm conversado com o Ministério da Saúde para iniciar uma campanha em favor das vacinações “mais incisiva”, mas foi descartado momento, por sua “complexidade” legal, converter-se a vacinação obrigatória.

“Temos identificados para as crianças que não entregam nas escolas a cartilha de vacinação e sobre essa população incidiremos no início do próximo ano”, recordou.

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