Montserrat não revogará a reforma da saúde, Ana Mato, mas vai melhorar

A ministra da Saúde, de Serviços e de Igualdade, Dolors Montserrat, durante a entrevista com a Reuters em seu gabinete. EFE/Ángel Díaz

Artigos relacionados

Terça-feira 19.05.2015

Terça-feira 31.03.2015

Quarta-feira 11.03.2015

Sexta-feira 06.02.2015

Dois meses depois de tomar posse de seu cargo, Montserrat detalha, em uma entrevista com a Efe, as suas propostas para esta legislatura.

Foi valorizada a oportunidade que oferece esta legislatura, em que o PP não tem a maioria, para alcançar “grandes consensos”, porque os cidadãos nas urnas “foi-nos dito que cheguemos a um acordo”.

Insiste em não revogar a reforma da saúde, Ana Mato, não obstante a pedido unânime dos grupos parlamentares da oposição, mas está disposta a “melhorar tudo aquilo que não tem surtido efeito ou não funcionou”.

“Revogar a revogação, não”, sublinhou.

Atenção primária para os “sem papéis” e co-pagamento

Depois de reiterar que um de seus “suportes” o Ministério vai ser o diálogo e o acordo, avançou que vai falar “com todos e cada um dos conselheiros regionais de sua área antes de propor qualquer medida, como, por exemplo, uma fórmula comum para articular a assistência de saúde em atenção primária para os “sem papéis”.

Um tema que pensa levar ao Conselho inter-regional de Saúde, o que provavelmente acontecerá em janeiro, assim como a revisão da comparticipação farmacêutico para os pensionistas que tenham uma renda de entre 18.000 e 100.000 euros por ano para fazê-lo “mais justo” e “equitativo”.

Montserrat propõe-se estabelecer três etapas nessa braçadeira de renda, embora para as pensões mais baixas (de 0 a 18.000 euros) não se coloca, “em princípio”, rever o atual co-pagamento (10%, com limite de 8 euros mensais).

Listas de espera

Uma reunião muito intensa em que também discutirá com os representantes regionais da redução de listas de espera.

Quer estudar este assunto “desde a raiz, sem culpar ninguém” e “à procura de soluções” com as comunidades como se tem feito em assuntos como o calendário de vacinação único ou a compra centralizada de medicamentos.

Montserrat foi achacado o aumento das listas de espera de alguns hospitais, a falta de eficiência e a pontualidade dos profissionais de saúde.

Uma temporalidade que foi advogado por reduzir apesar de advertir que é normal em determinadas épocas em zonas turísticas.

A ministra quer pegar os conselheiros das melhores práticas dos hospitais para implantarlas a nível nacional e que estes sirvam de “filtro” para “ordenar” para os doentes e derivarlos aos serviços de saúde ou sociais, sem impor nenhum limite para as comunidades.

(Não Ratings Yet)
Loading…

Leave a Reply