Mitos que ainda enturbian ao HIV

Passaram pouco mais de 30 anos desde que se deu a conhecer a existência do vírus de imunodeficiência humana. Nesse tempo, criaram-se lendas urbanas em torno da aids que desinforman para as novas gerações. Conheça algumas delas e saiba mais sobre o HIV

EFE/Bagus Indahono

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Como acontece?, existe uma cura?, ou posso engravidar se o que eu tenho? são algumas das perguntas que ainda há por trás do HIV e o sida. As respostas são fundamentais para a prevenção e ajudam os jovens a compreender por que é importante cuidar de si mesmo, apesar de que a doença deixou de ser mortal se for detectado a tempo.

O beijo é o suficiente?

A ONU esclarece em sua publicação “a aids e a infecção pelo HIV”, que, até à data, apenas foram detectados quatro modos primários de transmissão:

  • Relação sexual (anal e vaginal).
  • Sangue e produtos sanguíneos, órgãos e tecidos contaminados.
  • Agulhas, seringas e outros instrumentos cortantes contaminados.
  • Transmissão materno-infantil.

Isto significa que não há por que temer a vida, de dar a mão, abraçar, tossir, espirrar, compartilhar alimentos, talheres ou copos, utilizar piscinas públicas ou beijar uma pessoa portadora do vírus.

Os espermicidas substituem o preservativo

Estas substâncias podem funcionar para prevenir uma gravidez, mas, em nenhum caso, são feitos para evitar a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV, e até à data, não existem estudos que demonstrem o contrário.

A ONU enquadra a importância de usar camisinha, seja feminino ou masculino, no momento de ter relações sexuais e, assim, evitar práticas de risco que possam terminar em contágio.

Existe uma cura

Infelizmente ainda não encontrou uma cura para o VIH. O que se conseguiu, é prolongar a esperança de vida do infectado através de tratamentos anti-retrovirais.

De acordo com dados do governo dos Estados Unidos, estes medicamentos têm reduzido a morte por aids em até 80% e a sua função é combater a propagação do vírus pelo corpo, ao mesmo tempo que evita a destruição do sistema imunológico.

A gravidez é proibido

Os avanços médicos conseguiram que uma mulher portadora do vírus possa engravidar com pouco risco de contaminar o bebê, mas também é possível que um homem HIV positivo possa procriar sem infectar a sua mulher ou filho. Em ambas as situações, recomenda-se a par da inseminação artificial ou in vitro.

Depois do parto, o único que é proibido é alimentar o recém-nascido com leite materno se a mãe que carrega o vírus.

A monogamia salva

Claro, ter um casal estável reduz as chances de uma infecção por HIV, desde que ambos saibam com certeza que nenhum dos dois é infectada.

Se você está iniciando uma nova relação, o melhor é que se protegem e se comprometam a realizar-se um teste para confirmar que ambos estão saudáveis. Parece difícil, mas se confiam um no outro e planejam ter filhos mais tarde, cuidar e prevenir são a melhor opção.

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