Mitos e falácias em nutrição ou como prejudicar nossa saúde

Dietas milagre, frutas que curam ou receitas que perseguem a eterna juventude… Os mitos também afetam o mundo da alimentação. Como podemos aprender a distingui-los? A vertente educativa é crucial para rejeitar diretrizes erradas

EFE

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Nunca antes tivemos acesso a tanto o fluxo de informações sobre saúde. Internet, imprensa escrita, meios audiovisuais… As possibilidades são infinitas, o que não garante dar com dados verdadeiros, objetivos, atualizados e compreensíveis.

As mensagens não baseados no conhecimento científico, podem piorar os hábitos alimentares das pessoas. Assim o manifesta a Fundação Espanhola de Nutrição (FEN), em seu Livro branco da nutrição em Portugal, que conta com a colaboração do Ministério da Saúde, Serviços Sociais e Igualdade.

“Dar continuidade às diretrizes erradas compromete o adequado aporte de nutrientes e favorece o aparecimento de situações de desnutrição”. É uma das advertências presentes na seção de Erros, mitos e fraude em matéria nutricional, elaborado por Ana Maria Troncoso (Universidade de Sevilha) e João Julián García (Agência Espanhola de Segurança Alimentar e Nutrição).

A rachadura dos mitos

Há tantísima informação relacionada com os alimentos, suas vantagens e seus defeitos que muitas pessoas reagem com ceticismo. “Dado que as certezas de ontem são falácias de hoje, a população costuma ignorar a mensagens que não correspondam com os seus esquemas cognitivos, gostos ou estratégias identitárias”.

Estes são alguns dos fatores que agem em detrimento de uma adequada alimentação:

Com a comida não se brinca

As tão famosas dietas milagre prometem uma rápida perda de peso, longevidade ou melhoria de capacidades cognitivas, mas… A realidade é que “levam à restrição de energia e de nutrientes essenciais e levar rapidamente a desequilíbrios nutricionais”. Não é o único efeito dos mitos e falácias em matéria de nutrição.

  • Mito-as proteínas como base da alimentação → A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) considerou que não há provas científicas para associar o consumo de proteínas com vantagens no controle de peso.
  • Denostación de determinados alimentos → Devemos valorizar uma dieta no seu conjunto, e não de cada produto separadamente. “Não podemos distribuição dos alimentos bons ou maus; o consumo esporádico de um alimento não tem por que transformar uma dieta incorreta”.
  • Perda de credibilidade das fontes de informação contrastadas → As fontes autorizadas também sofrem com a falta de crédito. Em consequência, boa parte dos cidadãos já não prestam atenção às mensagens nutricionais ou os novos achados científicos.

O que fazemos?

Os mitos calan fundo por ignorância e a melhor receita contra a falta de conhecimento tem sua raiz na educação, um fator crucial para prevenir o excesso de peso e obesidade”. A comunicação verdadeira e objetiva é o suporte adequado de qualquer mensagem nutricional.

“O meio familiar, escolar e comunitário deve promover a educação nutricional e a prática regular de atividade física”. O objectivo? Que cada pessoa seja capaz de escolher corretamente os alimentos, assim como as quantidades mais adequadas. Promover políticas e planos de ação destinados a melhorar os hábitos alimentares é outra prioridade básica.

Por sua vez, a comunidade científica e as organizações profissionais devem colaborar com os meios de comunicação “para fazer chegar mensagens objectivos e baseados na evidência científica, a fim de contrastar a informação enganosa e não comprovada”.

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