minimizar a angústia e o drama

Ok, já sabemos que em uma final de Champions Madrid-Atlético, os corações se desbocarán e as emoções se disparam, mas desde EFEsalud pretendemos reduzir, ao menos um pouco, a angústia e o drama, dois inimigos da vida saudável. Uma cardióloga e um psicólogo nos ajudam a atemperar os nervos

Equipamentos do Atlético de Madrid e Real Madrid expostas em Lisboa antes do final da Champios/EFE/Mario Cruz

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Se você gosta de futebol e o seu time chegou à final da Champions parabéns!, mas não nos resignamos a viver o jogo entre Real Madrid e Atlético de Madrid com uma saudade incontrolável, mesmo que possa haver prorrogação e pênaltis, autênticas cumes da igualdade e da incerteza.

Será difícil, mas desde EFEsalud aspiramos a fazer o jogo saudável, para que você goste mais que sofras. Nos ajudam nesta tarefa, a doutora Pilar Tornos, chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital Quirón de Barcelona; e Paulo, do Rio, com mestrado em direção de gestão do esporte-psicólogo desportivo do Centro Nacional de Pesquisa e Ciências do Esporte do Conselho Superior de Esportes (CSD).

Coração a coração, com a menor angústia possível

A doutora Tornos oferece alguns conselhos gerais perante o partido: “O importante é manter a calma, não fumar, evitar refeições pesadas antes do encontro e enquanto se celebra, e realizar uma ingestão moderada de álcool”.

“Normalmente”, diz este especialista – problemas cardíacos aparecem, acima de tudo, daqueles que vivem estas situações de stress emocional com especial força e intensidade; há gente capaz de aguentar a pressão de qualquer tipo, sem alterar-se e, em troca, a outros lhes afeta de forma muito notória”.

Aqueles que têm mais risco são aqueles que não suportam a tensão e caem em estado de angústia, muito especialmente, se, além disso, têm uma história ou histórico de problemas cardíacos. “Para estes, cuidado”, diz a doutora, que diminui o risco para quem não tenha distúrbios no coração, desde que siga os conselhos de moderação com o tabaco, a comida e a bebida.

E depois do jogo? Após a final, a angústia deixa de ser protagonista e se vê substituída pela alegria dos vencedores ou a tristeza dos vencidos, mas estes sentimentos que o coração leva-os bem, salienta Pilar Tornos.

“O coração dos que perdem, a menos que a tristeza se transforme em raiva não terá problemas; e os que ganham, cuidado com os excessos, especialmente se acompanhados de grandes doses de álcool”, aconselha a cardióloga. “O coração vai mal a raiva e a raiva, já que dispara a adrenalina e aumenta a pressão”, acrescenta.

E se houver pênaltis? “Para quem sofre do coração lhe diria que não os visse, há pessoas que não os suportam, são esses momentos críticos que representam o maior pico de risco”, adverte.

Não dramatices o futebol, nem na final da Champions

Paulo do Rio diferença entre os fãs dos racionais, que querem ganhar, mas valorizam a qualidade do jogo; e os torcedores, mais emocionais e exaltados, mais descontrolados, atentos, basicamente, ao resultado, identificados com a sua equipe, o positivo e o negativo, com sentimentos muito arraigados.

É o segundo grupo que tem fatores de risco para a saúde mental.

Este psicólogo coloca em primeira instância a seguinte reflexão, mesmo em uma finalíssima de tanta rivalidade: “vai ver um espetáculo esportivo e o resultado não mudará nossas vidas, tanto para os fãs como para os torcedores; há que enfrentá-lo como um evento para desfrutar e se divertir, não para angustiar-se, e há de sofrer o menos possível”.

Aconselha o especialista antecipar os efeitos de um resultado adverso ao que se deseja, para ter um plano que minimize a frustração e derrota.

“Você tem que saber lidar emocionalmente com a incerteza constante e total que pode ter um jogo com estas características. É importante desdramatizar a situação e os lances do jogo, como ocasiões falhadas, faltas, erros de arbitragem…, pois, do contrário, o prazer torna-se um martírio nocivo para a saúde”, considera Do Rio.

Também coloca o acento em outro aspecto: “As emoções no futebol são temporárias e passageiras, muito intensas durante o jogo, mas depois têm uma data de validade muito precoce”.

A frustração da derrota pode provocar depressões? “Não, tanto as emoções de alegria, entusiasmo e euforia, como as de tristeza, de desânimo ou a raiva, são passageiras”, aponta o especialista, que defende uma cultura esportiva saudável, que acredita que em linhas gerais, há em Portugal.

“Eu não acho que este evento seja um grande risco para a saúde mental”, conclui, e insiste em aproveitar e desdramatizar.

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