Milhares de milhões de dólares para o dia depois do ebola

Com o surto de ebola cada vez mais perto de ser controlado, a comunidade internacional se comprometeu a dar milhares de milhões de dólares para a África Ocidental para acabar com a doença e se recuperar de seus efeitos devastadores

Fotografia cedida onde aparece o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon (c) durante a sua intervenção na conferência sobre o cérebro. EFE/Cia Pak

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“A estratégia para acabar com o surto de ebola está funcionando, mas a reta final da resposta é particularmente difícil”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Ban foi o encarregado de abrir uma conferência internacional realizada na sede da organização das Nações Unidas para financiar esse esforço como a reconstrução que será necessária a partir do momento em que a doença seja erradicada.

Libéria, Serra Leoa e Guiné, os três países afetados, calculam que precisarão de um total de 7.200 milhões de dólares de apoio internacional para os próximos dois anos para se recuperar.

Deles, cerca de 4.000 milhões financiarían um programa regional e o restante das ações a nível nacional.

“Isso é pedir muito? Nós dizemos que não, porque uma União do Rio de Mão -formada por três países e Costa do Marfim – forte pode ser uma força formidável para a recuperação e a resistência”, disse a presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf.

As conseqüências do ebola

Os presidentes dos três países, destacaram-se as enormes consequências que a crise teve na área, não só pelo custo em vidas, mas pelo golpe que representou para a economia.

“Nossos sistemas de saúde caídos; empreiteiros, consultores e investidores deixaram nossos países; as fazendas e mercados pararam; o comércio e as viagens foram reduzidos; as balanças fiscais se enfraqueceram; as receitas caíram, e as despesas aumentaram de forma significativa em operações de saúde”, enumerou Johnson-Sirleaf.

Segundo seus dados, as projeções de crescimento econômico caiu de 4,5% para 1,3% na Guiné, de 11,3 % para 6 %, em Serra Leoa e de 5,9% 0,4% na Libéria.

“Esse impacto negativo nas economias, os meios de vida e, o mais importante, vidas – demanda que a comunidade internacional continue dando prioridade à recuperação do ebola, mesmo muito tempo depois do desaparecimento da crise”, disse Ban.

“Devemos lembrar que, enquanto que o vírus do ebola não seja controlado na África Ocidental, nenhuma parte do nosso mundo interligado estará segura”, afirmou Mugabe.

Em resposta a esses apelos, os doadores comprometeram-se hoje a facilitar um total de 3.400 milhões de dólares à Guiné, Libéria e Serra Leoa, o que elevaria acima de 5.000 milhões o total de ajuda internacional para a recuperação, independente do dinheiro que é enviado para responder à emergência.

Entre outros, a União Europeia anunciou uma contribuição suplementar de cerca de 500 milhões de dólares, o Reino Unido cerca de 380 milhões, Estados Unidos de 266 milhões e o Banco Islâmico de Desenvolvimento, prometeu outros 360 milhões.

O encontro terá seguida com outra conferência organizada pela União Africana no próximo dia 20, em Malabo, capital da Guiné Equatorial.

Desde o início do surto de ebola, se deram na Guiné, Libéria e Serra Leoa, mais de 27.500 casos, que causaram a morte de 11.246 pessoas, segundo os últimos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo as autoridades, mas os números foram reduzidos drasticamente nos últimos meses, ainda continuam os riscos, como mostra a ocorrência de novos casos na Libéria depois que o país fosse declarado livre de ebola em maio.

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