Miguel Ángel Orquín, um anjo de bata branca para Mara

Quinta-feira 05.03.2015

Segunda-feira 06.10.2014

Sexta-feira 28.02.2014

Miguel Ángel Orquín entrou na faculdade de Medicina e Odontologia de Valência, com 36 anos, ou seja, duas vezes a idade seus ainda adolescentes colegas. “Eu pensei: isso vai me vir grande, essa gente está muito preparada”, revela para EFEsalud o recém-graduado. No entanto, se autoconvenció de que tinha um objetivo moral que conseguir com seu próprio nome: Mara.

Uma família voltada para entender o Idic 15

O síndrome Idic 15 é uma doença rara que tem uma prevalência de 1 caso a cada 30.000 nascidos vivos. Mara Orquín, de 12 anos, é um deles. Esta menina tem problemas motores, com dificuldades na hora de se comunicar, e um comportamento semelhante ao autismo, que impede que você possa desenvolver a sua vida sem ajuda de terceiros. Mas Mara é também o-olhinho direito, de Miguel Ângelo.

Este pai valenciano explica que sua filha não é consciente da doença, apesar de algumas limitações, e assegura que “o ver que é feliz e ver que não é consciente, para nós, torna-nos felizes”. Não se considera, como lhe apodaban na universidade e, agora, os meios, ‘pai coragem’. “Não sou um pai coragem, eu sou um pai. E como todo pai, o que tem que fazer é amar aos seus filhos. Se você a ama, você tem que lutar por ela”, sentença Orquín.

Miguel Ángel sempre fala no plural, ao referir-se à vida de Mara e seu sucesso, “este é um projeto de família comum: irmão coragem, mãe coragem e avó coragem”. Sabe que sem a Natalia, sua mulher, não teria podido dedicar tanto tempo ao estudo, e elogiou o trabalho de seu filho pequeno, Joan, de oito anos, porque “dá muita naturalidade, mais do que nós, por muito que estejamos adaptados”.

Cortar cobertores a salvar vidas

O que é que levou michelangelo a matricular-se na Universidade e a percorrer cada dia, os 100 quilômetros que a separam de sua casa? “Tínhamos os ingredientes perfeitos: a vocação de pequeno, estávamos os dois em situação de desemprego e as dúvidas de Mara, ninguém nos dava respostas”. E se lançou, com sucesso, para a piscina da Medicina.

Enquanto trabalhava como cortador de tapetes, o valenciano estudou um Ciclo de Formação de Grau Superior de Imagem para o Diagnóstico, pois queria que sua passagem pela vida o llenase algo que lhe gustasse. Obteve uma nota superior a 9, o que lhe permitiu aceder directamente a carreira de seus sonhos quando ficou desempregado.

Chegou a hora de começar o curso, de entrar nas salas de aula, de abrir os livros e estudar. E de viver a época universitária, que nunca é tarde. “Eu não tive colegas assim em toda a minha vida”, diz orgulhoso e menciona, em especial a Jorge, o que para ele é como um ‘irmão’. Quanto ao corpo docente, Miguel Ángel refere que muitos diziam que não lhes dava tempo para ouvir a sua história, enquanto outros demonstraram ter uma grande sensibilidade e empatia com o sofrimento alheio.

Os desafios de michelangelo: o MIR e 123.000 euros

O mérito de michelangelo não consiste apenas em ter aprovado em todas as disciplinas do curso. Quando estava no segundo curso apresentou a alguns professores de bioquímica e biologia molecular de uma linha de pesquisa. Ficaram tão impressionados que formaram uma equipe de dez pessoas para desenvolvê-lo. “Seria o primeiro estudo metabólico sério a nível mundial”, refere o pai de Mara.

O que é que falta? Financiamento: 123.000 euros, um desafio que levam já 21.000.

A partir do dia 20 deste mês michelangelo decidiu estacionar este projeto para se preparar para as provas do Médico Interno Residente, o temido e desejado MIR. Não se conforma com a aprovação, mas que vai dar o melhor de si mesmo para tirar praça na especialidade de pediatria. “Nossa prioridade número um é a subsistência familiar”, declara de forma sensata já que até agora conseguiram viver de economia, do desemprego e do resto da família.

Miguel Ángel tem pela frente sete meses de muito estudo porsche com seu papel de pai para dedicar a Mara o máximo de tempo possível e que você precisa. Sete meses para conseguir o seu sonho: tornar-se médico e, assim, compreender e ajudar a filha e outras crianças como ela.

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