Meus problemas, seus problemas

“Meus problemas, os seus problemas” é uma iniciativa de caráter psicológico para aproximar jovens e adultos com o fim de superar preconceitos, aumentar a auto-estima e favorecer o intercâmbio de conhecimentos, colocando em comum temas como o amor, a comunicação com os pais e as previsões de futuro

Foto cedida por 5CERO2 comunicação

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Este projecto, nascido da mão-de-a Fundação Gerencia e pioneiro em Portugal, pretende-se estabelecer laços intergeracionais com o objetivo de aproximar nossos idosos como fonte de conhecimento e experiência.

Os participantes estiveram integrados em três grupos compostos por dois ou três maiores e sete alunos, tudo supervisionado por uma equipe de especialistas em psicologia da educação e em gerontopsicología.

Diferentes gerações, mesmos problemas

Durante a sessão, maiores de residência Da Santina Dois e alunos de segunda a ISSO do colégio Ramón y Cajal de Madrid, trocaram impressões e opiniões relativas a temas que ocupam uma certa relevância na vida.

Por sua parte Irene Lopez Assor, diretora da fundação e supervisora do projeto, afirmou que a finalidade desta iniciativa é que os jovens aprendam que “a crise não tem nada a ver com o que tinha antes e se eles saíram para a frente também podem deixar os jovens perfeitamente, tem que ter a visão de futuro otimista”.

Perfil dos participantes

Na hora de escolher os candidatos, a equipe de psicólogos teve em conta “a auto-estima, frustração, a autoeficiência, as habilidades sociais e a inteligência emocional dos candidatos”, explicou López Assor.

Os maiores eleitos, segundo Vilar Manzanero, “são pessoas que, geralmente, estão muito sozinhas e têm necessidade de afeto”. Os jovens selecionados “são aqueles que estão mais centrados e tudo o contrário, os menos concentrados, para que assim, ao menos durante uma hora, possam ter os pés na terra”.

A voz da experiência

Os choques geracionais foram evidentes neste encontro. As novas tecnologias e a evolução da sociedade têm facilitado a forma de resolver alguns assuntos, mas também, têm reduzido e têm prejudicado muito as relações interpessoais.

“Antes tínhamos menos comunicação, ainda assim, havia muita proximidade entre os vizinhos, não apenas de nosso edifício, mas do bairro em geral, reuníamo-nos muitos e íamos para as verbenas, éramos como uma família”, disse uma das participantes.

Um dos temas que os meninos têm dado mais importância tem sido as relações paternofiliares. “Se empezábamos a sair com algum cara tínhamos que contar aos nossos pais, pouco a pouco, e se o pai não gostava do rapaz punha-lhe atingiu. Minha avó me dizia; não se serviu de exemplo com o namorado porque não fazem os homens, mas tocam em vésperas“, explicou uma das veteranas.

Por sua parte uma das jovens afirmou que “hoje em dia também existe aquele medo de contar as coisas para os pais, por vergonha, por medo de sua reação ou a que se aborreçam”.

“É muito importante falar as coisas e ouvir mais do que falar. É melhor contar os problemas para os pais que a um amigo. Existe um ditado que diz; você me guarda um segredo amiga?, melhor te guardo, se não me contas“, argumenta uma idosa.

Trata-Se de uma experiência de que tanto idosos como jovens terão em conta na hora de superar futuros obstáculos . “Isso vai servir para nos ajudar quando temos algum problema e não sabemos o que fazer; fazer caso dos idosos, já que são sábios e têm experiência. Devemos aprender com eles”, sublinhou uma jovem.

Fundação Gere

A Fundação Administra é uma entidade sem fins lucrativos criada para apoiar os profissionais do ensino a partir das possibilidades da psicologia da educação.

Esse organismo é composto por uma equipe de psicólogos que formam e informam de novas abordagens com os que abordar a educação de uma forma melhorada.

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