Meu filho tem diabetes

Nos últimos anos, tem aumentado a prevalência de diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes, coincidindo com o aumento de obesidade e sedentarismo nestas idades. Os pais e a sociedade devemos agir.

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Segunda-feira 10.09.2018

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No momento atual, 26% das crianças espanhóis sofre de excesso de peso e 19% obesidade, de forma que os pediatras alertam de uma crescente incidência de diabetes tipo 2 em nossa população infantil.

Este grupo de crianças e adolescentes vai desenvolver as mesmas complicações que os adultos: hipertensão arterial, hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia,… o que se traduz no aparecimento em idade mais precoce de complicações como infarto do miocárdio, acidentes cérebro-vasculares, a retinopatia diabética e danos nos rins, o que implica uma redução significativa de sua qualidade e esperança de vida.

Diabetes infantil. Sinais de alarme

Os principais sintomas são:

maior quantidade de urina (aumenta o número de vezes que faz xixi, pesam mais as fraldas ou até mesmo voltar a fazer xixi na cama de um menino que já era continente),

sede,

fome,

fraqueza e cansaço,

perda de peso.

Causas do aumento da diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes

Até há duas décadas, quando foi diagnosticado diabetes em crianças considerava-se que era tipo 1, ou seja, insulino dependente. Mas, nos últimos anos, tem aumentado a prevalência de diabetes tipo 2, mais própria do adulto (diabetes não-insulino dependente) na população infanto-juvenil, coincidindo com o aumento da obesidade e o sedentarismo nestas idades.

Quais as causas? No aparecimento do diabetes tipo 2, envolvendo tanto fatores genéticos (que um ou ambos os pais sejam diabéticos) como ambientais: alterações nutricionais (abuso de alimentos ricos em gorduras, açúcar e sal, baixa ingestão de frutas e verduras) e diminuição de atividade física entre as crianças (sedentarismo).

Educar em diabetes para crianças

  • Prevenção: Os pais e a sociedade devemos agir para evitar o aparecimento desta doença infundindo uma boa educação alimentar, para que as crianças adquiram bons hábitos alimentares e de atividade física. Do aleitamento materno no primeiro período da vida, até a ingestão de frutas, verduras, legumes, peixes em certa medida… de fato, a “dieta mediterrânea” é uma boa dieta de prevenção de diabetes.
  • Tratamento: A educação também é parte fundamental. Os pais têm a responsabilidade de educar e formar as crianças, à medida de suas capacidades e de atribuir responsabilidades progressivas – especialmente na adolescência – para garantir o cumprimento terapêutico. Também os profissionais dos centros educacionais têm a responsabilidade: as crianças passam grande parte do dia na escola e neste âmbito vão requerer dos cuidados e do tratamento da diabetes (controle de jejum, prevenção ou tratamento de hipoglicemia, administração de insulina nas refeições, etc).

Tratamento da diabetes em crianças e adolescentes

A diabetes mal controlada vai influenciar o desenvolvimento físico e intelectual da criança e irá representar um risco para o aparecimento de complicações na idade adulta , como a retinopatia diabética e a nefropatia (danos nos rins). Para evitar o desenvolvimento precoce de complicações, recomenda-se desde o início do tratamento em terapia intensiva associada a uma boa educação diabetológica.

No momento atual, a existência da cirurgia metabólica nos permite controlar até 81% dos casos operados em adultos. Esperemos que, como aconteceu com a cirurgia da obesidade, que já começamos a praticá-la em crianças e adolescentes, não temos que usar também a cirurgia metabólica em crianças. A diabetes tipo 1 não podemos impedi-lo, mas a diabetes tipo 2 sim. Por isso, é fundamental o trabalho de pais e entidades sociais na luta contra as circunstâncias que favorecem o aparecimento desta doença, e não esperar até o último degrau da cadeia de complicações para o tratamento cirúrgico, através de cirurgia metabólica, seja a última opção.

Este texto foi elaborado a partir das reflexões de especialistas do Grupo Hospitalar Quíron: Carolina Peres (nutricionista do Hospital Quirón Múrcia), Dra Mª Antonia Plano (Endocrinóloga Pediátrica de Hospital Universitário Quíron Dexeus – Barcelona), Dra Mª Conceição Fernandes Ramos (Endocrinóloga Pediátrica do Hospital Quirón Bizkaia), Dr. Jorge Solano(Chefe da Unidade de Cirurgia Laparoscópica Avançada do Hospital Quirón Zaragoza).

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