Messi, Cristiano… inspira, speyer

Torna-se o talento e a potência da Liga da mão-de-Neymar, Casillas, Cristiano Ronaldo, Villa, Messi ou Iniesta, mas todas as suas qualidades não têm valor algum sem uma saúde de ferro. Os médicos do Real Madrid e Valencia C. F. nos contam as difíceis exames médicos a que são submetidos os jogadores na pré-temporada

EFE/Alejandro García

Artigos relacionados

Segunda-feira 10.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

Exame médico pré-temporada se realiza em todos os esportes e destina-se a várias finalidades, uma delas é a revisão ortopédica e traumatológica sobre o estado de lesões do jogador, outra é a antropométrico, em que se vê a composição corporal do atleta, como é de músculo e gordura, e, além disso, os testes de condição física e de testes.

Na pré-temporada é fundamental controlar a nutrição. “Devemos evitar as gorduras, se possível, para não aumentar de peso. Além disso, a temperatura, no verão, devemos ter muito em conta a hidratação do atleta. As cargas e as pausas para descanso devem estar muito controlados para evitar lesões, embora lesões sempre vai ter, mas tentamos evitá-las, através dos trabalhos de prevenção e cuidado o que já disse anteriormente”, afirma Mais.

O coração, o motor, os dribles e as corridas pela banda, é a estrela de testes para os jogadores.

“Para um atleta profissional também é submetida a uma avaliação ergoespirométrica, um teste de esforço em que se estuda o comportamento do coração, se tem arritmias, como se adapta à tensão e, por outro lado, se quantifica a evolução do consumo de oxigênio. É uma maneira de ver os componentes de capacidade física que tem o jogador”, explica José Antonio Ferrero, especialista em Cardiologia e especialista em cardiologia do esporte, que colabora com o Valencia C. F., além disso, é responsável pela Unidade de Diagnóstico Cardiológico de ERESA Centro Médico e médico adjunto do Serviço de Cardiologia do Hospital Clínico de Valência.

Os organismos internacionais do esporte aconselham a conduzir as revisões ao objetivo de detectar alguma possível doença cardíaca, dado que nos confirma o doutor Mais. “As provas são indicadas para isso são a de esforço ou ergometría e a ecocardiografia, que são as duas principais que recomenda a UEFA. Dentro das patologias que são considerados incompatíveis com a prática desportiva, encontramos uma série de arritmias malignas e algumas alterações estruturais cardíacas não fisiológicas”.

Problemas de coração

A detecção de anomalias cardíacas é fundamental, especialmente depois que, nos últimos anos, encontraram casos de morte súbita no esporte. “Mais de 95% dos casos de morte ou de graves doenças, são de causa cardíaca”, aponta o doutor Ferrero.

O eletrocardiograma é fundamental neste tipo de estudos, bem como o ecocardiograma ou estudo do coração por ultrassom. Com este teste, você pode apreciar a espessura das paredes do coração, como se fecham e abrem as válvulas, o seu tamanho e se a estrutura cardíaca é normal.

“O problema que os atletas de alto nível, é que seu coração não é normal, é supernormal. Têm um coração um pouco maior, mais forte. São muitas as horas que dedicam ao desenvolvimento do coração e da mesma forma que têm os corpos supernormales, o coração também é acessível para sua atividade”, garante o médico que trata, o são paulo F. C.

Diagnóstico precoce

Este tipo de estudos são realizados para obter um diagnóstico precoce. Existem anomalias ou problemas graves que são incompatíveis com a prática do esporte profissional.

“A cardiomiopatia, sobretudo hipertrófica, detectável a partir dos 8-10 anos. É uma doença congênita na qual o coração se desenvolve desproporcionalmente; quanto mais esporte, mais músculo cardíaco e ao colocar o coração a um nível de exigência muito alto pode causar morte súbita”, salienta Ferrero.

Outra doença grave é a displasia arritmogénica, que produz uma degeneração do músculo cardíaco, também por causas congênitas.

Genética: carrasco e aliada

Vários casos de doença vêm gravados a fogo em nossos genes, mas a informação que estes nos dão não permitem que nos adiantar nada sobre os sintomas e a gravidade de algumas doenças.

“A genéticaé um campo que está em constante evolução. É complicado, do ponto de vista ético e preditiva, estabelecer que uma alteração genética presente possa resultar em uma doença futura”, diz o doutor Joaquín Mais.

“Pensamos que a genética é outra ferramenta que pode ajudar, já que nós damos importância à história clínica do paciente e seus antecedentes familiares, valorizamos a sua prova de esforço e realizamos as eco-cardiografías pertinentes. Inclusive, pode-se realizar uma ressonância cardíaca (diante de uma possível alteração) e se com tudo isso não detectamos alguma patologia, consideramos que a genética não nos dá mais informação esclarecedora”, assegura quem precisa que, diante de alterações nas referidas provas, sim, que podem se apoiar em genética, para poder estabelecer um melhor diagnóstico.

“Também, quando detectamos um problema com um atleta, por exemplo, um rapaz de 18 a 20 anos, então você pode estudar geneticamente se a família é portadora dessa mutação e pode chegar a impedir que esses irmãos ou familiares que não façam esporte para não desenvolver a doença”, garante Ferrero.

“Quando se faz o eletrocardiograma, revisões e o ecocardiograma, o próximo passo é a técnica de imagem. Quando há dúvidas em “eco”, fazemos uma ressonância magnética cardíaca que é o teste mais preciso para ver este tipo de anomalias estruturais. Em seguida, em caso de dúvida, temos a genética, essa é a ordem”, explica o doutor José Antonio Ferrero.

Após estes exames médicos, os jogadores estarão prontos para começar o Campeonato. Uma competição de esforço, força física, talento e emoção.

(Não Ratings Yet)
Loading…

Leave a Reply