mente e corpo cem por cento

Nadal retorna uma bola para Dolgopov durante o jogo contra ele no torneio de Queens, em Londres/EFE/Facundo Arrizabalaga

Artigos relacionados

Sexta-feira 21.11.2014

Sexta-feira 20.03.2015

Quarta-feira 25.02.2015

Rafa Nadal se prepara para Wimbledon, que começa nos próximos dias. Este Grand Slam sobre a grama foi conquistado pelo tenista espanhol em duas ocasiões, mas faz tempo (2008 e 2010).

Sobre as costas do ex-número um do tênis mundial pesar da derrota no torneio que mais vezes ganhou (9), Roland Garros, contra o número um do mundo, Novak Djokovic nas quartas-de-final, há menos de um mês; e a sua precoce eliminação do campeonato de grama de Queens, na semana passada, ao cair no primeiro jogo contra Alexandr Dolgopolov (número 79 do mundo).

No entanto, a sua vitória na final de Stuttgart contra Viktor Troicki (número 25 do mundo) em um torneio menor, entre ambas as derrotas, tem sido um alívio para ele e a sua torcida. “Todo título é importante para a minha confiança”, declarou Nadal, nesta semana, sem menosprezar o certame alemão.

Dos nove tenistas que lhe antecedem no ranking, este ano apenas ganhou dois: Berdych e Ferrer. Agora chega a Wimbledon, está destinado a enfrentar os grandes e a pergunta é inevitável, o Nadal está 100%? Aqui, as possíveis respostas.

Paulo do Rio: “Só quando deixe de se divertir estaríamos mais perto da retirada de Nadal”

Mais estresse, menos confiáveis e mais medo. Estes são os ingredientes que aponta o psicólogo do Esporte, Paulo do Rio, para explicar os primeiros meses da temporada mais baixa de Rafa Nadal. E é o que sempre foi elogiado a força mental do tenista manacorí, até mesmo acima de sua força física.

Sobre a vitória em Stuttgart, o psicólogo confia no que lhe apresente a calma e o positivismo que Rafa precisa. No entanto, lembre-se que “não tem nada que ver com Wimbledon, que são duas semanas e na segunda você tem que enfrentar com os melhores”.

Paulo do Rio define a Liberdade como um “prodígio, um fora-de-série”, psicologicamente falando, além de ser o atleta português com mais recursos para poder sair de situações adversas. “Para ele uma situação adversa é um desafio, uma oportunidade. Ele é capaz de jogar à margem do marcador e centra-se na tarefa, o que tem que fazer. Isso só o fazem os melhores”, indica o especialista.

O psicólogo explica que é muito difícil de aceitar, quando se está acostumado a ganhar tudo, que as vitórias não chegam ou demorar a fazê-lo, se bem que está totalmente em desacordo com aqueles que dizem que este pode ser o fim da era de Nadal.

Quanto à derrota tão cedo em Queens, o especialista em esporte está convencido de que Nadal levará “conclusões positivas: nem sou tão bom, nem sou tão mau eu sou o que sou “. Diminui a importância da eliminação do campeonato inglês, alegando que “a concorrência é muito alta e em grama pode perder com qualquer um”.

“Ele vai seguir para cima sempre que essa situação lhe produza satisfação, que se divirta. Quando parar de se divertir estaríamos mais perto da retirada de Nadal que em pensar que volte a ser o número 1”, observa Do Rio.

O que há do décimo lugar no ranking mundial? Para Paulo, do Rio, isso é “anedótico”. “A ele não lhe interessa para nada pensar na classificação, entre outras coisas, porque não é nada de positivo nem aconselhável. A ele o que lhe interessa agora é vencer, que tenha um jogo mais sólido”. E, claro, não ter qualquer desconforto físico.

Javier Cerrato, especialista em medicina esportiva: “Pode ganhar Wimbledon, está perfeitamente capacitado”

O final de Rafa Nadal? “Nem muito menos”, responde de forma rotunda Javier Cerrato, membro do serviço médico da Real Federação Espanhola de Tênis e médico esportivo da Clínica CEMTRO; foi tratado na ocasião o maiorquino.

Javier Cerrato compare as conversas sobre este tema que, há alguns anos, sobrevoavam a Roger Federer, que segue ao pé do canhão. “Rafa não está no ocaso de sua carreira”, observa o médico.

“O seu ponto fraco, se é que o há, é que tem muitos anos jogando em alto nível, porque ele começou muito jovem. Isso não tira, de modo que estamos falando de um jogador de 29 anos, treinada para jogar mais alguns anos”, explica Cerrato.

Avalia de forma positiva a vitória em Stuttgart, embora não seja um Grand Slam, e tenta reduzir a derrota em Roland Garros, argumentando que “perdeu com Djokovic, então, não é uma catástrofe, nem muito menos”.

Sobre Queens, é clara: “uma derrota na primeira rodada, depois de viagens e de mudar de torneio faz com que você tenha que se adaptar”. Além disso, o médico afirma que “quando se toca jogar com tenistas como Dolgopolov, que é imprevisível, se eles têm o seu dia e tu não podem vencer qualquer um”.

Para Wimbledon, Espanha tem a melhor das sensações: “Pode ganhar Wimbledon, está perfeitamente capacitado”. Além disso, o médico acrescenta que se preguntásemos a qualquer um de seus rivais, “ninguém gosta de ter a Rafa em frente, estão muito mais tranquilos se não lhes toca jogar contra ele”.

Ambos os especialistas falam de acordo com suas impressões e seu conhecimento sobre Nadal. Agora é a vez do manacorí demonstrar ao público e a si mesmo que ainda resta Rafa por um tempo. Começa a contagem regressiva para o primeiro pontapé de Wimbledon.

(Não Ratings Yet)
Loading…

Leave a Reply