Menos sorvete e frutas para combater o calor

Para combater o calor deste verão, a Sociedade Americana de Química EUA receita de comer menos doces, que são mais um placebo que um autêntico refrescante corporal, e mais frutas e legumes, que são basicamente água.

EPA/ Wojciech Pacewicz

Segunda-feira 03.09.2018

Terça-feira 28.08.2018

Segunda-feira 20.08.2018

“Os sorvetes refrigeram quando se comem, mas criam calor, a médio prazo, devido aos seus altos níveis de proteínas”, advertiu, em uma conferência de imprensa Sara Risch, que dirige uma consultoria de assuntos relacionados com a alimentação.

Em contrapartida, a fórmula tradicional de legumes e as frutas nunca falha: acessível, simples, que podem chegar a ser de 90 % líquido e constituem “um fabuloso pacote de água para o corpo”, elogiou a bioquímica Shirley Corriher, especializada na aplicação da ciência na cozinha.

As duas especialistas têm os seus favoritos: o aipo, melancia fresca, e o pepino, este último até mesmo no lanche, como marca da tradição anglo-saxã.

Durante o encontro “Comer frio: o que comer para combater o calor” que organiza a Sociedade Americana de Química, que se celebra em Filadélfia, os especialistas também elogiaram a família dos pêssegos e damascos.

Risch e Corriher recomendaram os cereais integrais, ricos em minerais como o magnésio, que ajudam a recuperar de actividades de verão que suar muito, e especiarias picantes, como pimenta, que também desenvolvem um efeito de termostato em nossos corpos.

O chá, especialmente de hortelã, e outras bebidas quentes ajudam a suar, a liberar o calor do corpo e a neutralizar os efeitos das altas temperaturas deste verão quente, tanto na América do Norte como na Europa.

A água sempre será mais eficaz se você é do tempo em vez de fria, já que equilibra a temperatura do corpo, e terá o efeito desejado tanto com gás natural e sem.

E o vinho, com moderação, também pode ser um bom termostato natural contra as altas temperaturas.

Os participantes mostraram o seu interesse pela cerveja e o prazer que pode produzir bem fria, depois de um dia quente: “Um par de garrafas individuais podem estar bem, mas não um par de pacotes de seis garrafas cada um”, responderam com humor as especialistas, que pediu “moderação”.

A Sociedade Americana de Química dos EUA destacou que o próximo passo dos cientistas é reunir em um único produto alimentar os benefícios da água, o picante e os cereais integrais.

Se existem barras de energia, teria que ter “barrinhas do frio”, propuseram. EFE

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