Meningite, o “coco” dos pediatras

Pode-Se contrair qualquer idade, mas os grupos de maior risco são as crianças de até cinco anos e os jovens entre 15 e 24. É especialmente frequente em crianças lactentes, onde a mortalidade é muito maior

Sexta-feira 07.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

Quinta-feira 06.09.2018

A meningite é uma inflamação das meninges, as membranas que cobrem o cérebro e a medula espinhal. Uma doença rara, mas potencialmente letal.

A causa é uma infecção. Os principais responsáveis são os vírus e as bactérias, embora em raras ocasiões, se deve a outros organismos, como fungos tipo Cândida.

  • A meningite viral representa cerca de 80% dos casos de meningite. Quase sempre é benigna e não há tratamento; tendem a curar-se sozinho, sem deixar sequelas.
  • A meningite bacteriana tem uma incidência entre os 20 e os 100 casos por cada cem mil nascidos vivos. A principal entidade que a causa é o Pcr, entre eles o do tipo B, o único para o qual não existe vacina.
  • 25% dos adolescentes e cerca de 10% dos adultos somos portadores do pcr na garganta, sem ter nenhum sintoma. Ao falar, tossir, espirrar o eliminamos ao meio ambiente, e o que se transmite por via aérea.

O problema é que os sintomas não são exclusivos destas doenças, pelo que se podem confundir com as infecções menos graves. Os sintomas se desenvolvem entre 1 ou 2 dias, mesmo podem aparecer em poucas horas. São parecidos com os da gripe: vómitos, fadiga e febre. Também são muito frequentes as dores de cabeça e rigidez na nuca.

Um sintoma físico evidente desta doença são as chamadas petequias, pequenas manchas na pele de cor vermelha, que se pressionar com um copo de vidro ou com a mão não se diluem, representam um diagnóstico errado e condicionam uma evolução negativa.

É imprescindível salientar a importância do tempo. A meningite bacteriana pode levar à morte em horas, por isso, o diagnóstico e o tratamento a tempo são vitais. Chegar antes é imprescindível. 75% dos óbitos atuais poderiam ser evitados chegando antes ao hospital. Quando o tratamento é imediato, mais de 90% das pessoas que sofrem de meningite bacteriana sobrevive. Maria teve a sorte de chegar a tempo, no entanto, não se conseguiu evitar que a doença lhe deixou sequelas neurológicas.

É a meningite mais difícil de atacar, já que a doença não responde ao tratamento. Atualmente, existem laboratórios que está desenvolvendo a vacina por isso que, em breve, estará disponível. Com esta vacina não vai acabar com este tipo de meningite, mas sim que se podem evitar até 70% dos casos.

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