Melhore sua qualidade de vida a partir do dispositivo móvel

Existem ferramentas telefones inteligentes que explicam condições médicas, outras diagnosticadas com doenças e outras dão ao paciente o controle sobre sua saúde

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Maria Elena Saínz pergunta para os seus dispositivos Apple, três vezes ao dia para controlar a sua diabetes tipo 1. Utiliza aplicativos como Carbs&Cals para o controle de carboidratos e calorias, dLife para monitorar os níveis de glicose no sangue e MyNetdiary para revisar listas de informação nutricional. Além disso, aproveita-se a outras aplicações, como o DocumentstoGo para levar um formato de registro que envia frequentemente a sua endocrinóloga.

As aplicações móveis para a saúde tornaram-se auxiliares para integrar a sua vida ao cuidado de sua condição médica. “Eu estou Constantemente pesquisando e testando as aplicações relacionadas com diabetes, principalmente gratuitas, e eu fico com as que me parecem melhores, ou que me são mais úteis. Por vezes, lhes escrevo para os desenvolvedores com comentários, agradecimentos, elogios e sugestões, já que me parece muito importante impulsionar este tipo de ferramentas”, explica Sáinz.

Em um mundo em que mais de 80% da população tem um dispositivo móvel e há cerca de 303 milhões de usuários de telefones inteligentes ou “smartphones” o desenvolvimento de aplicativos móveis e a sua utilização não só permite tirar o maior proveito deste tipo de dispositivos, mas também para melhorar a qualidade de vida de quem os usam.

Em 2011 foram baixados cerca de 44 milhões de aplicações móveis para a saúde e as vendas por este conceito foram de 718 milhões de dólares. Estes números, que demonstram que os pacientes desejam ter um maior controle sobre sua saúde e estão dispostos a pagar por isso, foram apresentadas durante a conferência Apps On Health, realizada no passado mês de março em Barcelona, onde, além disso, é previsto que, para 2015, as aplicações médicas para dispositivos móveis serão utilizadas por 500 milhões de pessoas em todo o mundo.

As estimativas globais no domínio de aplicações móveis para a saúde indicam que este mercado vai passar 4 anos de 4500 milhões de euros 23 mil milhões. Um crescimento de 500 % de acordo com dados fornecidos pela Federação Portuguesa de Empresas de Tecnologias da Saúde (Fenin).

“O mercado de telemedicina português —no qual se incluem as aplicações móveis— está avaliado entre 15 e 20 milhões de euros e, dentro desta quantidade o que eles podem representar as aplicações móveis é muito pequeno”, explica Anjo Lanuza, coordenador da Plataforma Espanhola de Inovação em Tecnologia de Saúde de Fenin.

Uma aplicação para cada necessidade

As interfaces fáceis de usar, a motivação que gera o ter “algo bonito e prático” onde fazer tarefas tediosas como realizar os registros de glicose, a possibilidade de visualizar os dados de várias formas para ficar mais fácil, e as possibilidades que se abrem para integrar o auto-cuidado em suas vidas “com a mesma naturalidade com que baixamos um novo jogo para o nosso dispositivo móvel” são algumas vantagens que Maria Elena Sáinz lhe apenas a este tipo de aplicações.

Por sua parte, Tamara Sancy escreve um blog sobre a sua doença, lúpus eritematoso sistémico, e para ela é fundamental encontrar formas eficientes para registrar seus sintomas, e detectar se a doença está ativa ou não.

“Estou atualmente em remissão, mas durante o ano passado, por exemplo, tinha problemas com a memória, que pode ser uma das complicações do Lúpus, então, foi de muita ajuda para poder registrar meus sintomas, já que não iria lembrar-se com facilidade no momento da consulta”, diz.

Mas as vantagens superam as desvantagens, é que é preciso esperar a que esses aplicativos se integram com naturalidade a vida de cada paciente e às suas necessidades específicas.

“Há uma boa percepção por parte do usuário, e isso se demonstra a quantidade de projetos-piloto que existem no momento”, explica o representante da Fenin; no entanto, a população adulta continua vendo estas ferramentas uma “barreira” que os impede de interagir com o médico da forma em que estão acostumados a fazê-lo.

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