Melhore seu coeficiente erótico

Conhecer melhor as nossas próprias necessidades, desejos e sensibilidades, bem como as características e pormenores da sexualidade humana sem preconceitos nem mitos, permite manter uma melhor comunicação íntima com o nosso parceiro e relações mais satisfatórias. É a inteligência sexual

EFE/Boris Roessler

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O dicionário define a “inteligência” como a capacidade de entender ou de compreender. Isso, segundo os especialistas, também pode e deve ser aplicado ao conhecimento da sexualidade de cada um e os outros.

Para a psicóloga e sexóloga Marian Frias, um dos componentes do conceito de inteligência sexual (IS), introduzido pelos psicólogos norte-americanos Sheree Conrad e Michael Milburn, reside no fato de que “quando um homem se conhece e se ouve a si mesmo, sabe quais são seus pontos de prazer e aprenda a comunicárselos a outra pessoa, sua vida sexual será mais plena”.

Esta é uma das ideias que foi aplicada em seu livro ‘Não perturbe’, onde convida a parar e dar um tempo para si mesmo, e diz que o mais importante é conhecer como as pessoas, saber quais são os nossos objetivos, sonhos, capacidades e atitudes e, também, como nós somos a respeito do sexo, que é o que nós gostamos e nos faz sentir bem.

De acordo com esta especialista (www.marianfriaspsicologa.com “apenas nós somos responsáveis pelo nosso próprio prazer e devemos dizer ao outro que é o que gostamos e o que não, o que é complicado e ainda nos custa fazê-lo, mas esse é o caminho”.

Além disso, Frias aconselha a ver a sexualidade como um amplo leque de possibilidades, onde cabem muitas outras coisas além das estabelecidas, e ver o sexo “como um prazer e uma forma de estar no mundo, e não apenas como um orgasmo, corpo e genitais”.

Para a autora de ‘Não perturbe’, o prazer não é apenas o que fazemos, mas a atitude que tomamos, e “a sexualidade é algo próprio e individual, por isso devemos tomar consciência de nós mesmos, autoconocernos muito bem e responsabilizar-nos de nossa felicidade para poder encontrar o outro”.

Quanto melhor estivermos com nós mesmos e mais nos amamos, melhor serão as nossas relações, segundo a psicóloga e sexóloga.

Adeus, mitos e tabus

Para Conrad e Milburn, professores e pesquisadores da Universidade de Massachusetts (EUA) e autor do livro “Inteligência Sexual”, uma grande quantidade de pessoas sente algum grau de insatisfação com a sua vida sexual, mas não o admitem, e ao não reconhecer o problema, não conseguem resolvê-lo.

Isso acontece, de acordo com esses especialistas, porque, mesmo em uma sociedade livre de tabus continuamos sem falar o suficiente com o nosso parceiro sobre nossos desejos e necessidades sexuais.

Esses psicólogos norte-americanos estudaram os apetites sexuais de mais de quinhentos indivíduos, desde adolescentes até idosos, através de um teste que permite verificar o nível de IS de quem o responde e estabelecer até que ponto está satisfeito sexualmente.

Com base nas conclusões desta pesquisa, que resultaram em seu livro, Conrad e Milburn, destacam-se que três das chaves mais importantes para desenvolver a IS, consistem em “identificar os domínios em que lhes convém concentrar para obter uma maior satisfação sexual, falar de sexo com o casal e superar as inibições que desmejoran da vida erótica”.

Para esta especialista chilena, “ser sexualmente inteligentes —e ter uma vida sexual melhor— não depende da sorte, da beleza ou do “sex appeal” inato, mas sim de habilidades que as pessoas podem adquirir, desenvolver e dominar com o tempo”.

Um dos pilares da IS, ou talento, amoroso, consiste em adquirir os conhecimentos precisos para entrar na relação de casal e possuir informação científica precisa sobre a sexualidade humana, que se guiar nas decisões e conduta sexual, explica Morais (www.esthermorales.cl) .

Segundo esta especialista, “só através de uma adequada educação sexual, é possível detectar e combater alguns mitos e tabus eróticos que estão enraizados na sociedade e que interiorizamos através da cultura popular, a religião e a família”.

Para Morais, o segundo passo para uma melhor vida sexual consiste em descobrir o nosso próprio sexo, descobrir o que nos atrai e excita, o que preferimos e quais facetas de nossa conduta erótica nos colocam dificuldades. É o que se chama a ‘Consciência do Eu Sexual Segredo’.

Sinceridade consigo mesmo e o casal

O terceiro pilar da IS, refere-se à conexão com os outros, já que, segundo Morais, “o sexo é uma coisa de dois, manter uma vida sexual gratificante implica a outras pessoas”.

Para adquirir uma boa habilidade e domínio da sexualidade, do casal e com você mesmo, Morais recomenda abrir-se aos outros e dominar certas habilidades sociais como as de falar com o casal sobre a vida sexual e de compreender o “eu ” erótico” do amante.

“A inteligência sexual envolve aprender a ser sinceros com nós mesmos e com o nosso parceiro, sobre quem somos sexualmente”, diz esta profissional.

Por sua parte, Sonsoles Fuentes, autora de um livro também chamado de ‘Inteligência sexual’, coincide com Morais em que a IS não é algo inato, mas que se desenvolve e se alimenta desde que nos tornemos responsáveis por ela.

A inteligência sexual podem aprendê-la e melhorá-la de todos aqueles que desejam conhecer melhor a sua sexualidade e querem explorar seus próprios desejos e verdadeiras necessidades, sem preconceitos nem falsos mitos, de acordo com esta especialista, que em seguida se pergunta como pode existir um exercício mais prazeroso?.

Na opinião da autora do livro ‘Sedúceme outra vez” e do blog “O que realmente nos coloca”, para manter boas relações sexuais “há que começar por conhecer-se a si mesmo”.

Com a respiração consciente pode-se conectar com as nossas sensações físicas e aumentar, tornamo-nos sensíveis ao fluxo respiratório e descobrimos que podemos centrar a atenção na parte do corpo que queremos e, projetando aí a nossa respiração, criar sensações de calor intensa nessa área e estendê-lo ao resto do corpo, de acordo com esta especialista.

Para obter uma respiração consciente, Fontes aconselhados a concentrar toda a atenção na audiência e a saída da respiração. Desse modo, durante o encontro sexual, a mulher consegue acalmar a sua mente e controlar o seu pensamento em vez de desconcentrarse, e o homem consegue retardar o processo eyaculatorio.

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