Melhore a sua nutrição, com o WhatsApp

São jovens, estão saudáveis e que querem melhorar seus hábitos alimentares. Graças ao projeto NUTRAPP, têm um mês para pedir conselhos de um nutricionista via WhatsApp. Marga Serra, responsável pelo experimento, nos conta

EFE/Facundo Arrizabalaga

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Quanto ganharíamos em saúde se “Anotações Grilo” nos frenase cada vez que queremos devorar um bolo… No mundo moderno é possível. Um estudo científico revela as virtudes do “coaching nutricional” através do Whatsapp. Em que consiste?

Um grupo de 100 pessoas entre 18 e 35 anos tiveram meia hora por dia durante um mês para consultar a 20 especialistas em matéria de nutrição. O objectivo? Receber conselhos alimentares personalizados, sem a necessidade de sair do sofá. Ter o celular à mão é suficiente.

EFEsalud falou com Marga Serra, doutora em Ciências da Saúde da Universidade Ramón Llull de Barcelona e coordenadora do projeto NUTRAPP. A iniciativa recebeu o prémio para a melhor comunicação oral, outorgado pelo Comitê Científico do Congresso da Sociedade Espanhola de Nutrição Comunitária.

Uma semana, um objetivo

Todos nós temos vícios com a comida. Os participantes do experimento também. Alguns comem pouca fruta ou não almoçam, outros picam entre horas ou sentem fraqueza são os doces. Por isso, a nutricionista lhes propõe um plano personalizado que se concentra em corrigir os maus hábitos pouco a pouco. “Se trabalha por objectivos, um por semana. Assim, ao modificar ou melhorar o comportamento alimentar. Por exemplo, em vez de beliscar toma uma maçã”, explica a doutora.

Os resultados da investigação têm sido muito positivos. Segundo Serra, “esses jovens agora tomam mais peixe e mais frutas e legumes (seu consumo passa de 18% para 53%) e menos carne vermelha e bebidas açucaradas. Além disso, o consumo de pastelaria industrial diminui de 58% 25%”.

Qual é a chave do sucesso de NUTRAPP?

O experimento é pioneiro em Portugal e deve seu sucesso ao WhatsApp. O segredo está na interação. As dicas das nutricionistas, através do telemóvel conseguiram “induzir hábitos de dieta equilibrada em pessoas saudáveis e promover o exercício físico”. E não só isso: a doutora Serra explica que muitos jovens que estavam perdidos na seção de comida do supermercado, e graças ao projeto aprenderam a planejar sua dieta.

“Ao final da experiência, observou-se que muitos alunos que viviam sozinhos que se organizavam-se melhor ao fazer a lista de compras”, afirma. Além disso, as especialistas lhes revelou truques para poder combinar alimentos saudáveis e mais baratos em tempos de crise.

O médico deixa claro que esta técnica não é adequada para pessoas que sofram de alguma doença. “Em caso de doença, é melhor que frequentam os serviços de um especialista”. Não obstante, destaca-se o “efeito realçador” WhatsApp para educar em nutrição, incutir hábitos de vida saudável e reduzir custos. “Mesmo se poderia fazer uma primeira visita ao nutricionista e fazer a seguir pelo Whatsapp”, sugere.

Adaptar-se aos novos tempos

As novas tecnologias são muito importantes no presente e o será no futuro. Tal como josé Serra afirma, “para os jovens e não tão jovens – o móvel faz parte de seu ser”.

Por isso, defende que continuem pesquisando e aplicando métodos adaptados ao grupo de idade sobre o que queremos negociar. “Assim nos aproximaremos mais a mudança de comportamento”, conclui.

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