Melhorar o acesso à saúde na américa Latina, compromisso de todos

Superar a falta de acesso à segurança da saúde na américa Latina deve ser um compromisso “multidimensional” que envolva farmacêuticas, médicos, pacientes e governos, declarou à Efe Jörg-Michael Rupp, presidente da Roche na região

Visão geral dos trabalhos do encontro “Eyeforpharma LatAm”/EFE/Paulo Ramón

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Rupp, que participou na conferência “Eyeforpharma américa latina, realizada em Miami (EUA), explicou à Efe que “os pacientes devem estar no centro das discussões.

O executivo disse que os baixos níveis de conscientização dos pacientes sobre as doenças e a implantação tardia de terapias inovadoras são algumas das principais barreiras de acesso aos cuidados de saúde na região.

A isso somou-se à insuficiência de recursos financeiros e as deficiências na infra-estrutura sanitária, além da falta de capacitação dos profissionais de saúde.

Rupp foi um dos participantes do congresso, que reúne mais de duzentos e executivos da indústria farmacêutica mundial para analisar também as relações entre pacientes e médicos da américa Latina, além da inovação digital.

O diretor salientou que a diferenciação da problemática em “áreas urbanas, áreas rurais e grandes cidades” representa um desafio para todos os atores envolvidos na melhoria do acesso à saúde.

Cada região e cidade latino-americanas, diferentes

“Cada cidade no Brasil, cada região é diferente, o nosso foco é buscar soluções para problemas locais. Nós não acreditamos que uma única solução se encaixa para todos”, afirmou.

Além deste enfoque local, Rupp afirma que se exige de sustentabilidade e o que isso implica “envolver os médicos, os pacientes, as comunidades para buscar as soluções que funcionem” e que sejam em tempo oportuno.

Câncer de mama

O diretor da farmacêutica suíça declarou que na Colômbia, por exemplo, entre 40 e 50% das pacientes com câncer de mama são diagnosticados em estados avançados da doença.

Precisou que a carga econômica do câncer na América Latina ultrapassa os 4.000 milhões de dólares, e enfatizamos a importância de oferecer mais apoio ao fortalecimento dos sistemas de saúde pública na região para o controle da doença.

Rupp ressalta, por exemplo, a existência de mais de 120 “consultórios cor-de-rosa” na Colômbia para atender a detecção precoce do câncer de mama.

Explica que, nesta como em outras iniciativas, a Roche começa por detectar a incidência de doenças em certas comunidades e consulte as associações de doentes para sensibilizar possíveis doentes.

Posteriormente, assegura-se de “colocar na mesa todos os atores envolvidos” para trabalhar em uma solução, que se for bem sucedida se multiplica em outros lugares.

Rupp explica que sempre tem que ter a ajuda de “muitas” das partes interessadas, incluindo governos, para que estas soluções possam ser sustentáveis.

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