Melanoma: sete perguntas, sete respostas

Obra intitulada “Wall Drawing 280” EFE/Esteban Cobo.

Com motivo do Dia Mundial do Melanoma, que se comemora no dia 23 de maio, a Academia Espanhola de Dermatologia e Venereología foi lançado a nível europeu, a Campanha do Euromelanoma 2016, sob o lema internacional “O sol brilha em todas as partes, não só na praia. Onde quer que você esteja, proteja-se dos raios UV“.

Além disso, apresenta-se com uma ampla guia que dá resposta a tudo o que precisa saber para evitar que o melanoma chegue à sua vida.

1. Porque é que produz o câncer de pele?

Os tumores são desenvolvidos quando se rompe o equilíbrio que existe entre o dano produzido e a capacidade de reparação. Existem diversos mecanismos de defesa, o mais visível é o aumento de pigmento (cor da pele) após se expor ao sol.

As pessoas que se bronzeiam com facilidade, tem uma boa maquinaria defensiva; as que não se bronzeiam, têm mais risco de desenvolver melanoma.

A nível molecular, há uma complexa rede de vias de reparação em resposta ao dano que ocorre no DNA (genes). Com o passar do tempo, toda esta maquinaria torna-se menos eficaz; além, a imunidade (defesas) também se vê diminuída. Por isso, o câncer de pele é mais comum em maiores de 50 anos. Não obstante, cada vez são diagnosticados mais casos em pessoas jovens por hábitos pouco saudáveis de exposição solar intensa em curtos períodos.

2. Quais são os tipos de câncer de pele?

Há muitos tipos de câncer de pele, mas mais de 90% podem ser agrupadas em:

1. Câncer cutâneo não melanoma: engloba os 2 tipos mais comuns que são conhecidos como carcinoma basocelular (forma mais comum de tumor cutâneo-invasivo e de melhor prognóstico) e carcinoma de células escamosas (carcinoma epidermoide invasivo pode progredir em profundidade e superfície, afetando os tecidos vizinhos e produzir metástases).

Por sua vez, o câncer de pele pode ser não-invasivo (de superfície) ou invasivo. Isso é determinado pela própria biologia do tumor, que tende a chegar às camadas mais profundas da pele (além da camada superficial que é a epiderme).

2. Melanoma é o câncer de pele mais agressivo, mas menos frequente quando comparada com os 2 anteriores. Se diagnosticado em fases precoces da cicatrização é superior a 95%, mas se o tumor cresceu em profundidade, então existe maior risco de metástase.

3. Como se manifesta?

O câncer de pele se manifesta de muitas formas, até para o mesmo tipo de tumor. Pode apresentar-se como um pequeno volume, tipo “grão” ou lunares, que crescem lentamente, mas que às vezes podem fazê-lo rapidamente. Também pode manifestar-se como uma pequena ferida, que não cicatriza ou até mesmo como uma mancha cor-de-rosa que escama e que lembra um eczema.

Se insiste com freqüência nos critérios ABCD para o diagnóstico precoce do tumor maligno que mais interessa diagnosticar a tempo, que é o melanoma:

  • A: assimetria.
  • B-bordas irregulares.
  • C: coloração heterogênea.
  • D: diâmetro superior a 6 mm

Mas há que ter em conta que as formas mais agressivas de melanoma não costumam cumprir os critérios ABCD (trata-se de lesões regulares e simétricas, cor homogênea e crescimento progressivo).

4. O peeling pode auydar a prevenir o câncer de pele?

Os peelings que são utilizados para melhorar o aspecto da pele, como os peelings de ácido salicílico, ácido glicólico e ácido tricloroacético, previnem o aparecimento de tumores em ratos irradiados com UVB.

O mecanismo se deve a que o peeling promove a diferenciação das células da epiderme (queratinócitos), o que impede a transformação maligna.

Este efeito sobre a remodelação da camada córnea também foi demonstrado em voluntários saudáveis, pelo que a utilização de peelings podem ser úteis em pacientes com importante dano actinic (solar) para prevenir a origem de tumores malignos.

5. Como são perigosas as cabines de bronzeamento?

São catalogadas como agente carcinogênico pela International Agency for Research on Cancer (IARC). Aumentam o risco de desenvolver câncer de pele (melanoma e não melanoma), especialmente se o seu uso foi iniciado na adolescência, que é o que dizem os estudos mais recentes.

Isto é porque as cabines de bronzeamento, não só emitem radiação UVA, mas também uma pequena percentagem de radiação UVB. Além disso, o nível de radiação UVA que podemos receber em uma cabine de bronzeamento pode ser até 10 vezes superior à de um dia de sol no Mediterrâneo.

6. Qual é a incidência do melanoma em Portugal?

Concretamente, a incidência se situou em 5.004 casos, a prevalência a 5 anos situa-se em 19.792 casos e a mortalidade é 967 casos em 2012.

A boa notícia é que os avanços no tratamento do melanoma conseguiram aumentar em até 92% de sobrevivência aos 5 anos em suas fases localizadas, bem como aumentar significativamente a sobrevivência em seus estágios avançados.

7. Como prevenir isso?

É necessário ter em conta algumas questões para fazer um uso eficaz do fotoprotector: aplicá-lo em casa, nunca na praia ou na piscina. Fazê-lo sobre a pele seca, 30 minutos antes de se expor ao sol e sem economizar no seu aplicativo.

Além disso, ele aponta essas outras recomendações necessárias:

  • Evita as pulverizações de água durante as exposições.
  • Evita os perfumes e colônias alcoólicas que contêm essências vegetais, pois são fotosensibilizantes.
  • Escolha o protetor mais indicado de acordo com o fototipo. Use-o, mesmo que esteja nublado.
  • Não se exponha ao sol entre as 11 e as 15 horas.
  • Protege a cabeça com chapéu ou boné; olhos com óculos de proteção adequadas; e lábios com batom.
  • Mova-se. Não é aconselhável deitar-se ao sol e manter-se imóvel durante horas.
  • Hidrátate bebendo água ou outros líquidos.
  • Cuidado com os medicamentos que podem provocar reações à exposição solar.
  • Lembre-se: um fotoprotector abaixo de 30 é pouco útil para evitar o fotoenvelhecimento e o câncer de pele.

.-Efesalud

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