Medo da broadway

Homens e mulheres têm medo da broadway, se bem, elas sofrem mais deste síndrome, uma vez que os condicionantes sociais, junta-se o chamado “relógio biológico” que, a partir dos 30 anos, esgotando a algumas mulheres para a maternidade, diz Rodríguez.EFE/EPA/STACH LESZCZYNSKI

Artigos relacionados

Segunda-feira 02.03.2015

Terça-feira 17.02.2015

Terça-feira 09.12.2014

Terça-feira 22.07.2014

O medo de não chegar ao altar para se casar ou não ter um quartos@ de vida, parece ser algo de outras épocas e alheio ao atual século XXI de namoro e encontros pela Internet, em que proliferam as relações informais, de menor duração e, às vezes, não convencionais, como os ‘amigovios’ ou casais abertas.

“Apesar de terem mudado os tempos, o medo individual sobrevive em muitas pessoas e, hoje em dia, admite-se que essa aversão à solidão sentimental também sofrem os homens, já que antigamente era “coisas delas”, enquanto que a eles: “vocês caça” ou eram chamados de “singles de ouro” “, afirma Verônica Rodriguez Orellana, diretora do Coaching Club.

“Homens e mulheres têm medo da broadway, se bem, elas sofrem mais deste síndrome, uma vez que os condicionantes sociais, junta-se o chamado “relógio biológico” que, a partir dos 30 anos, esgotando a algumas mulheres para a maternidade”, diz Rodríguez, Gestalt-terapeuta, especialista em Programação Neurolinguística (PNL) e especialista em aconselhamento psicológico.

“O desejo de alcançar o amor, de ter um quartos@ com o que compartilhar um projeto de vida é algo normal, mas quando esse sentimento de solidão que contamina todas as áreas de nossa vida, é hora de prestar muita atenção”, diz.

Para a psicóloga, o normal desejo de ter o casal se torna patológico quando a pessoa se coloca nesta aspiração a um intervalo de exigência tão grande que anula a sua capacidade de desfrutar de um encontro espontâneo.

Existe anuptafobia “quando se passa de simplesmente deixar que aconteça, a planejar sistematicamente para que se produza recorrendo a todo o tipo de artimanhas e tecnologias, e quando ter um casal torna-se o objetivo prioritário da pessoa”, acrescenta.

Alguns sintomas da anuptafobia são: estar pendente de conhecer alguém no trabalho; reunir-se com amigos, ou criar situações para que nos apresentem a alguém e ver o que acontece; concentrar a atenção em observar os casais na rua e pensar de modo recorrente como o terão conseguido; ou perguntar por que não somos eleitos, de acordo com esta profissional.

Oito chaves para curar as nossas relações

A diretora do Coaching Club descreve alguns comportamentos que denotam que existe um medo da broadway que aparece e se transformou em uma obsessão, e fornece alguns conselhos práticos para corrigi-los:.

1.-Agradar ao outro, desaparecendo a si mesmo como pessoa.
“O casal requer equilíbrio saudável entre o que se dá e o que recebe. Se nos dedicamos sistematicamente a conformar-se ao outro, acabaremos creándole a sensação de que tem uma “dívida” com a gente por tudo o que damos e essa pessoa acabará por se afastar”, diz Rodríguez.

2.-Mostrar-se perfeito ou auto-suficiente e sem fraquezas.
“Exibir a nossa vulnerabilidades e pontos fracos, não apenas nos ajuda a nós mesmos a sermos mais autênticos, mas que gera também um espaço onde a outra pessoa pode juntar-nos a atravessar os momentos difíceis, a partir de uma conexão mais autêntica com a gente”, indica.

3.-Para tentar atingir o outro a qualquer preço como um troféu.
“Uma coisa é agir como se fosse um seletor de pessoas que está à pesca de um talento ou um troféu, e outra muito diferente é o encontro espontâneo entre duas pessoas que se mostram exatamente como são. O verdadeiro encontro entre dois seres se produz a partir da honestidade e do bem humanos que são”, de acordo com esta psicoterapeuta.

4.-Tolerar as condutas do outro que nos causam desconforto.
“Não impor limites ao outro implica que nós mesmos não temos nossos próprios limites claros, com o qual passamos a ser uma marionete, o que nos afasta muito do que é um casal. Se está acontecendo isso, temos que reeducarnos e aprender a gerir as nossas emoções, já que amar também exige limites”, segundo a diretora de Coaching Club.

5.-Tratar de “possuir” o outro para evitar a solidão.
“Trata-Se de compreender a diferença entre o amor e a “posse”. “Ter” casal aponta para a “posse” de uma outra pessoa para criar a ilusão de que nunca mais nos sentiremos sozinhos. “Estar” em casal leva a aceitar a solidão existencial que a todos nos atravessa e tentamos acalmar com a agradável companhia de nosso ser amado e o resto dos vínculos que constituem nosso universo pessoal”, explica Rodriguez.

6.-Depositar em outra pessoa o nosso próprio bem-estar.
“Às vezes depositamos a responsabilidade de nossa própria felicidade e bem-estar do casal e isso é irreal, já que só nós somos responsáveis por gerar espaços e momentos gratificantes. Se os podemos e queremos compartilhar muito melhor, mas tendo em conta que um é o único responsável por sua própria felicidade e a outra pessoa é aquilo que você pode e quer ser”, segundo a psicoterapeuta.

7.-Não aceitar a própria solidão existencial.
“Conseguir juntar-nos de nós mesmos, trabalhar a capacidade de estar a sós, nos prepara para acompanhar os outros e deixar-nos acompanhar melhor, sem destruir nem nos deixar destruir, em uma relação possessiva. Fazer algo que você quer como retomar um livro, ver um filme pendente, mimarnos com algum capricho ou simplesmente caminhar ou tomar uma boa xícara de chá ou café, é um bom começo para aprender a juntar-nos a nós mesmos sem medo”, de acordo com esta especialista.

8.-Relacionar mal com nós mesmos.
“As pessoas com este medo da solidão devem ter em conta a sua auto-estima e, para isso, nada melhor do que tomem contato com atividades que possam experimentar o prazer de estar consigo mesmos e com o ambiente, como o método Pilates, natação ou meditação ‘mindfulness'”, sugere a Efe Verônica Rodriguez Orellana.

(Não Ratings Yet)
Loading…

Leave a Reply