Meditação: inimiga da dor

Você sabia que o ser humano tem uma incrível capacidade autocurativa? Para potencializá-la, não há nada melhor do que estacionar qualquer atividade ou pensamento durante 15 minutos por dia. É o que propõe a meditação, uma prática terapêutica que combate os efeitos do estresse, dor crônica ou doenças cardíacas

EFE/Gero Breoler

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A meditação está ao alcance de todos, mas requer tempo, energia e compromisso por uma boa causa: promover o bem-estar físico e psicológico. Como? A chave é parar o bombardeio de idéias, ou seja, o que se conhece como “deixar a mente em branco”. O objetivo é estabelecer um vínculo entre o nível físico e o nível espiritual que traga equilíbrio em nossa vida.

O doutor Gabriel Weiss explica os benefícios desta prática no seu livro Meditações terapêuticas: como despertar o poder de cura que existe no interior de cada pessoa (RBA-Integral). “A meditação pode ajudar a tratar problemas de saúde, aumentar a felicidade, prevenir doenças e aliviar o sofrimento”.

Benefícios psicológicos

Meditar favorece estados mentais positivos como a compaixão, a bondade, o amor, a generosidade, a paciência e a tolerância. Isso se traduz em um sentimento de felicidade, a calma e a liberdade que “ajuda a curar sintomas do estresse agudo, sentimentos de perda, de solidão, de dor, de frustração, raiva, desespero e até mesmo o medo perante a morte iminente”, afirma o médico.

Não obstante, alguns transtornos afetivos, como a depressão grave faz com que a pessoa perca a capacidade de se concentrar e não possa praticar a meditação. Nesse caso, o paciente precisa primeiro de uma prescrição de antidepressivos para conseguir se sentir melhor.

O mesmo não ocorre com a tristeza, uma reação natural diante de circunstâncias da vida, como a morte de um familiar ou de um despedimento de trabalho. Os médicos às vezes prescrevem muitos de fármacos que alteram a química cerebral”, pois é confundido com depressão clínica, o que só é tristeza, solidão ou melancolia. Como Alternativa? Meditação.

Meditação para doentes

Conhece o poder curativo esta prática aplicado a cada doença ou enfermidade:

  • CÂNCER → A meditação reduz o medo, a depressão e a dor causada pelo processo carcinogênico. Além disso, ajuda a ativar o sistema imunológico, “o mecanismo autocurativo mais poderoso que existe para atacar e destruir as células cancerosas”.
  • DEFICIÊNCIA VISUAL → Quando alguém perde a visão, destina mais áreas do cérebro, os sentidos da audição e do tato. Esta maior capacidade auditiva faz com que tanto a meditação musical como a integral (que implica centrar a percepção do som, o toque, o gosto e o olfacto) sejam as mais adequadas para as pessoas cegas.
  • DOENÇAS CARDIOVASCULARES → As técnicas de meditação são úteis para prevenir e tratar alguns dos problemas decorrentes da frequência cardíaca, como a hipertensão arterial, taquicardia, arritmias, insuficiência cardíaca, angina de peito e infarto.
  • DOENÇAS INFECCIOSAS → Esta prática terapêutica provoca mudanças na atividade cerebral e pode influenciar potencialmente as funções do sistema imunológico.
  • PROBLEMAS GASTROINTESTINAIS → A meditação também combate a úlcera de estômago, gastrite ou o ardor de estômago, frequentemente causados pelo stress e a ansiedade.
  • OBESIDADE → O exercício aeróbio é o mais adequado para queimar calorias. Outra opção é caminhar e meditar…tudo Ao mesmo tempo? “Meditar a pé ou em cima da bicicleta estática pode ser a base de um programa saudável de treinamento físico para controlar o peso”. O doutor também propõe a técnica de respiração AH-OM: “ao inspirar dizer mentalmente <<AH, AH>> seguindo o ritmo de seus passos, e ao soltar o ar emitido o som <<OM, OM>>”. Quais os benefícios? Evita que piquemos entre horas como reação ao tédio ou frustração.

  • DOR → Como se pode aliviar a dor do corpo? Weiss aconselhável combinar a meditação com tratamentos físicos, como massagens, fisioterapia, quiropraxia ou acupuntura. Os pacientes de operações também podem se beneficiar de algumas técnicas. Segundo o médico, “a dor cirúrgico pós-cirúrgico é reduzido através de fitas de meditação guiada ou musicoterapia no período perioperatorio”.
  • INSÔNIA→ Dormir bem é indispensável para começar as manhãs com energia. As pessoas que têm problemas para conciliar o sono podem recorrer aos CDs de musicoterapia ou a respiração AH-OM, antes de se deitar.
  • DOENÇA TERMINAL → Praticar a meditação é muito difícil para os doentes em fase terminal, pois não se podem concentrar. Não obstante, Weiss dá algumas diretrizes para animar o doente: “mesmo que a pessoa esteja à beira da morte, e não tem energia nem para conversar, sempre lhe fará bem que estejamos ao seu lado, lhe acariciemos com suavidade, lhe acompañemos na respiração e pronunciemos palavras de afeto”. Meditar também ajuda a familiares e amigos da pessoa para mitigar o sofrimento e superar a perda de um ente querido com maior aceitação.
  • GRAVIDEZ → As mulheres grávidas podem sofrer aumento de peso e depressão (especialmente depois do parto). A respiração AH-OM e outras técnicas de meditação calmante previnem ou tratam esses problemas. Para combater a dor lombar, Weiss é taxativo: “o melhor para tratar a dor crônica durante a gravidez é a massagem, o calor tópico e as técnicas de meditação”. Seus efeitos benéficos, propiciam um ambiente tranquilo para o feto.

Dicas para iniciantes

  1. Manter a atenção. “Se você tem dificuldade em concentrar-se, pratique o mantra dentro-fora (inspiração-expiração).
  2. Dormir o suficiente. Nada de se deixar vencer pelo sono enquanto medita. “Recupere as horas de descanso e dormir o tempo que for necessário”.
  3. Converter a meditação em uma experiência diária. Basta 15 ou 20 minutos a cada dia. Devemos nos sentar com as costas retas, com a testa e os ombros relaxados, e esboçar um meio sorriso “tipo Buda”. O médico conclui: “Tente não levar as coisas ao extremo. Simplesmente desfrute da sua respiração”.

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