Medir a velocidade ao caminhar antecipa deficiências em maiores de 70 anos

A maior ou menor velocidade que utilizam o andar das pessoas que superam os 70 anos, é um espelho de sua saúde e vitalidade, e ajuda a antecipar uma futura deficiência e uma situação de dependência, de acordo com o professor da Escola Universitária de Coimbra Julio Cabrera

EFE/Bragimo

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O grupo de Cabrero, psicólogo e professor de Métodos de Investigação na faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Coimbra, é um dos que estuda em Portugal a velocidade da marcha, como o indicador global de sobrevivência dos mais velhos.

Analisou cerca de 600 pessoas de mais de 70 anos das províncias de Alicante e Valência.

“Quanto maior a velocidade, melhor saúde”, resumiu à EFE o professor, que disse que andar de 1,1 metros por segundo (equivalente a pouco menos de 4 quilômetros da hora) ou mais rápido é um indicador de um bom prognóstico de saúde e sobrevivência.

Pelo contrário, quando apenas se desloca a uma velocidade inferior a 0,8 metros por segundo (menos de 2,8 km/h) pode-se prever que o maior tem um elevado risco de desenvolver deficiência e outros pobres resultados de saúde como, por hospitalizações e uma menor sobrevivência.

A importância de andar rápido

Para os especialistas, a rapidez de caminhar é uma medida simples, mas muito informativa e útil, especialmente por seu valor prognóstico”.

“Tradicionalmente”, destacou Cabrero, “pensou-se que o andar era uma atividade periférica, mas recentemente foi comprovado que compromete-se a vários sistemas do organismo: pulmões, coração, aparelhos circulatório e o músculo-esquelético e do sistema nervoso central”.

Desta forma, ajuda a identificar as pessoas com um melhor prognóstico de envelhecimento para, entre outras possíveis utilidades, incentivar estes mais altos, um estilo de vida mais ativa e participativa.

Percorrer quatro metros

O estudo sobre 593 maiores foi realizado em quatro centros de atenção primária de Alicante (duas na capital e uma em Coimbra e Lisboa) e em outro rural, situado em Anna (Valência), onde junto com o tempo que demorava dos maiores percorrer uma distância de quatro metros ao seu ritmo habitual.

Para ter um envelhecimento saudável, deve-se seguir a recomendação universalmente conhecido de combinar a atividade física e mental.

O estudo da velocidade ao andar se enquadra dentro dos trabalhos sobre o estado funcional das pessoas idosas e dos processos que envolvem a velhice por parte deste grupo da Universidade de Coimbra, do qual também fazem parte Carmen Luz Muñoz Mendoza, Laura González Antunes, João Diego Ramos Pichardo, Maria Josefa Cabañero, Miguel Richart Martínez e Abílio Reig, estes dois últimos também como codirectores.

Além do grupo alicantino, há outros em Portugal, que também investigam a velocidade ao caminhar como bioindicador saudável, entre eles os comandados por Anjo Otero (U. Autónoma de Madrid) e Pedro Abizanda (Complexo Hospitalar Universitário de Évora) e Francisco José Garcia (Hospital Virgem do Vale, em Toledo), entre outros.

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