Medidas, opiniões e reivindicações contra o câncer infantil.

Apenas alguns dias depois do Dia Mundial contra o Cancro, a cada 4 de fevereiro, é o Dia Internacional contra o Câncer Infantil, 15 de fevereiro. EFEsalud coletar medidas, ações, dados, avaliações e inquéritos sobre uma doença cuja taxa de sobrevivência é muito superior em crianças e adolescentes do que em adultos

Ato com motivo do Dia Internacional da Criança com Cancro/EFE/Ismael Ferreiro

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No âmbito deste Dia Internacional contra o Câncer Infantil, o hospital Menino Jesus de Madrid, centro de saúde pediátrico de referência, foi lançado o primeiro registro de Portugal de sobreviventes a longo prazo de cáncerinfantil (mais de cinco anos desde que foram diagnosticados e tratados), que é o germe de uma unidade que irá acompanhar esses pacientes de forma sistematizada.

Embora a sobrevivência a cinco anos em câncer pediátrico situa-se em 80 %, o percentual cai para 75 % aos 10 anos, o que significa que há 5 % de crianças que ficaram pelo caminho, destacou durante a apresentação do registo, o doutor Luis Madero, chefe do serviço de oncologia pediátrica do Menino Jesus. Em adultos, a sobrevida ultrapassa os 50 por cento.

E é que a maioria dos sobreviventes a longo prazo (três de cada quatro) podem desenvolver alguma complicação crônica tardia decorrente do tratamento oncológico, que precisa de acompanhamento.

De fato, um paciente de cáncerinfantil tem oito vezes mais chances de sofrer de uma doença grave e, além disso, tem seis vezes mais risco de sofrer uma segunda neoplasia que a população em geral, observou o doutor Madero.

“Não só temos que curar, mas se cure”, sublinhou este oncologista, que tem incidido em que os pacientes para crianças sobreviventes “são os grandes esquecidos”.

O Hospital Infantil Universitário Menino Jesus é o 15 % de todos os tumores infantis do Brasil e em 30% dos casos são de crianças provenientes de outras comunidades autónomas.

Unidades de Oncologia específicas para adolescentes

Também no ambiente deste Dia Internacional, a Federação Espanhola de Pais de CRIANÇAS COM CÂNCER reivindica a criação de Unidades de Oncologia específicas para adolescentes ou Pediátricas, para que esses jovens não sejam tratado nos mesmos lugares que os adultos.

“A adolescência é um dos períodos mais complexos da vida e assumir um câncer ou qualquer outra doença grave é especialmente estressante para os pacientes, familiares, amigos e cuidadores -afirma Carmen Menéndez-proença de carvalho, coordenadora da Comissão de Saúde de CRIANÇAS COM CÂNCER-; este grupo de idade têm necessidades especiais a nível médico e psicossocial que devem ser consideradas na atenção à saúde de maneira integral”

“É necessário procurar e estabelecer novas formas de colaboração entre especialistas nestas unidades de adolescentes para garantir uma atenção integral, transversal partilhada e consensual, que possibilite o melhor tratamento de acordo com o estado da arte para cada tipo de tumor e com o menor risco de efeitos secundários a longo prazo”, explica a doutora Ana Fernández-Teijeiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Hematologia e Oncologia Pediátrica (SEHOP).

Os casos anuais de câncer infantil em Portugal ultrapassa os 1.000

Os microfones de “O Bisturi” com motivo deste Dia Internacional, passou a doutora Ana Alfaiate, coordenadora do Serviço de Oncologia Pediátrica do hospital de La Paz.

A doutora explica que os cânceres na infância são compostos por células mais imaturas e precoces no desenvolvimento do que no caso dos adultos, e a sua capacidade de agressividade e a multiplicação é mais rápida. “Isso é ruim, porque o diagnóstico deve ser muito rápido também, mas a parte boa é que eles são mais sensíveis e receptivos aos tratamentos”, diz.

Quais são os tipos de câncer mais frequentes em crianças), pergunta a coordenadora “O Bisturi”, Ermesenda Fernández

O mais freqüente é o hematológico, as leucemias. E se falamos de tumores sólidos, os do sistema nervoso central. Estamos avançando nos tratamentos através da imunoterapia, às vezes usando drogas criados em laboratório que lutam contra as células malignas aproveitando o sistema imune, e outras treinando o próprio sistema imune.

Há diferenças entre os tratamentos de crianças e adultos?

O câncer infantil tem pouco que ver com o adulto, nem os tipos de tratamentos, nem na forma de gerenciá-los. As crianças se lhes costumam aplicar mais combinações de tratamentos. As crianças resistem em geral melhor a quimioterapia, porque os seus órgãos estão saudáveis, e eles podem administrar tratamentos mais intensos em menor espaço de tempo.

E no caso de tumores sólidos?

O cavalo de batalha são os tumores cerebrais; há ensaios clínicos abertos e estão testando técnicas de imunoterapia, mas é um cavalo de batalha difícil e que não se podem operar têm uma mortalidade elevada. O avanço é mais lento do que gostaríamos.

Você pode ter prevenção do câncer no caso de crianças?

Quando falamos de prevenir o câncer pensamos em evitar o tabaco, o álcool, as drogas, as radiações…mas no caso de crianças, os fatores de prevenção não são úteis para lidar com. Às vezes são congênitos, há que olhar bem as famílias, para estabelecer diagnósticos precoces. Em crianças, os crivados de cólon ou mama não têm nenhum sentido.

E quais foram os efeitos colaterais dos tratamentos em crianças?

Tentamos ajustar a quimioterapia e vamos removendo-se a reação do paciente é boa na luta contra a doença, desde que não se perca a eficácia. Realizamos um estreito e preciso controle das lesões que podem ocorrer para agir precocemente, e mantemos um acompanhamento ao longo de muitos anos.

Onde é melhor tratar os adolescentes com câncer?

Até agora, a partir dos 14 anos lhes foi tratado em unidades de adultos, mas há Comunidades Autónomas que chegam até os 16; há uma tendência para que os adolescentes, até 18 anos, se lhes questão dentro da idade pediátrica, porque se obtêm melhores resultados, além de um ambiente mais apropriado para eles.

Uma pesquisa reflete a conscientização da sociedade com o câncer infantil

Segundo este trabalho, de IMOP-Berbés Associados, a metade dos espanhóis considera que a sociedade está consciente perante esta doença, 51,5 %; deles, 15,8 % pensa que muito concentrados e 35,7 bastante concentrados.

Um 44,8 % dos entrevistados acha que a sociedade não está suficientemente sensibilizada. 37, 7 % pouco e 7,1 por cento de nada. Há 3,6 por cento que não sabe ou não responde.

Um 22% dos que acreditam que a sociedade está pouco ou nada consciencializada a opinião de que são necessárias mais campanhas institucionais para que esta aumente e 10 por cento de opinião de que é necessária uma educação sobre esta doença.

Para 11 por cento da população, a qualidade de vida que possam ter familiares e pacientes é a maior preocupação.

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