Mato e esse número 1.107 milhões poupança em farmácia com a reforma sanitária

Nos seis primeiros meses de aplicação da reforma sanitária se conservaram 1.107 milhões de euros em farmácias “entre todos”. Disse a ministra da Saúde, Serviços Sociais e Igualdade, Ana Mato, no Congresso dos Deputados.

A ministra da Saúde, Ana Mato, junto ao titular da Economia, Luis de Guindos, hoje, em sessão plenária do Congresso. EFE/Fernando Alvarado

Sexta-feira 07.09.2018

Quinta-feira 06.09.2018

Quarta-feira 05.09.2018

Este dado foi dado a conhecer em sessão plenária, em resposta à deputada socialista Trinidad Jimenez, que lhe perguntou sobre o que você pretende fazer o Governo “ante o sério risco de deterioração irreversível de saúde pública espanhola”.

De acordo com dados estendidos pelo Ministério, o gasto farmacêutico ascendeu a 9.769.942.620 euros no fecho do ano, um 12,26 por cento menos do que em 2011, e pela primeira vez desde 2004, a cifra mais baixa de 10.000 milhões.

Quanto aos dados de dezembro, o gasto caiu 19,78% em relação ao mesmo mês do ano anterior e o número de receitas também baixou um 18,57%, o maior declínio, segundo o Ministério, desde que há registos.

No segundo semestre do ano, a fatura farmacêutica acumulou quedas de entre 15 e 25 por cento de todos os meses, e em comparação com os seis primeiros meses, o gasto caiu um 21,55% de média, segundo os dados do Ministério.

Na sessão de controle, a ministra acusou a deputada socialista, ministra da Saúde no Governo de Zapatero, de representar “a fotografia de falência em que recebemos a saúde” e de ser “a expressão gráfica da herança que recebemos”.

Mato garantiu que está trabalhando em um pacto pela saúde, com as comunidades autónomas, com os profissionais e com os partidos políticos, “especialmente com o seu grupo, se abandona a incoerência e volta para a responsabilidade”.

Em vez de réplica, Jiménez salientou que a saúde já não é universal nem gratuito, a “avalanche de copagos que penaliza ao doente e ao aposentado, e se recusou a aceitar que a ministra lhe impute a dívida de saúde.

A deputada acusou Mato de não atender a chamada dos profissionais de saúde que, ao igual que os cidadãos estão “muito preocupados com a grave deterioração da saúde pública e para o seu futuro”.

“E você não diz absolutamente nada, não ouve a ninguém. Faz as coisas por decreto”, lhe foi espetado a ministra.

(Não Ratings Yet)
Loading…

Leave a Reply