Matesanz aposta por avançar na doação em parada cardíaca

O diretor da Organização Nacional de Transplantes (ONT), Rafael Matesanz, aposta no avanço da doação em parada cardíaca, uma via que já representa 10 por cento das doações em Portugal e que se aplica em 27 hospitais de 11 comunidades autónomas

O diretor da Organização Nacional de Transplantes (ONT), Rafael Matesanz.EFE/JAVIER BELVER

Sexta-feira 07.09.2018

Quinta-feira 06.09.2018

Quarta-feira 05.09.2018

Este tipo de doação, que começou em hospitais de Madrid e Barcelona, permite, de acordo com Matesanz, que Portugal continua a ser líder mundial em transplantes, apesar das circunstâncias de crise que têm afetado o número de doações em países como Portugal ou a Grécia.

Matesanz, que fez estas declarações antes da XI Reunião nacional de coordenadores de transplantes e profissionais de comunicação, foi acrescentado que aspiram a que esta doação suponha 25 ou 30 por cento do total, e em que comunidades como Madrid representa 40 por cento dos doadores.

“Se você ficar parado em transplantes, se ficar para trás imediatamente”, afirmou.

O diretor da GNT falou sobre a sustentabilidade do sistema e salientou que Portugal tem dados “muito encorajadores”, já que no ano passado alcançou a cifra mais alta de transplantes.

Segundo o diretor da ONT, os transplantes multiorgánicos e a conservação de órgãos são dois dos campos em que mais se avançou.

Matesanz foi destacada também a necessidade de continuar com o plano nacional de doação de medula óssea, com o que estão “muito envolvidos” e que conseguiu dobrar o número de doações do ano passado e quadruplicar a do anterior.

Anunciou também a concessão de um prêmio para a Brigada de Polícia Judiciária Número 3 de Valência que quebrei a rede de tráfico de órgãos da Comunidade, e para a ONG que fez a denúncia que possibilitou esta ação, Accem (Associação Comissão Católica Portuguesa de Migrações).

Estes prémios coincidem com o vigésimo quinto aniversário da Organização Nacional de Transplantes, que decidiu conceder uma série de distinções e enfatizar com este, em concreto, a sua tolerância zero com o tráfico de órgãos.

A GNT recompensa, assim, para a Brigada e a ONG que fizeram possível a detenção de cinco pessoas na comunidade autónoma da Comunidade Valenciana, no primeiro caso de compra e venda de órgãos abortado em Portugal, por oferecer aos nove imigrantes até 40.000 euros em troca de parte de seu fígado, que se ia transplantar a um cidadão libanês.

Fez referência também à última publicação do investigador português João Carlos Izpisúa, segundo sua opinião, o único português que poderia concorrer a um Prêmio Nobel, que se centra em uso e que foi qualificado como “totalmente nova” e “muito interessante”.

“Usa os porcos como câmera de laboratório para gerar órgãos com células do próprio paciente”, uma técnica que poderia ser “um esboço de fábrica de órgãos a carta”, explicou.

Portugal é líder mundial de doação e transplantes desde há 22 anos. Tem uma taxa de 35,1 doadores por milhão de pessoas, que praticamente duplica a média da União Europeia e supera em 8 pontos da média dos Estados Unidos.

(Não Ratings Yet)
Loading…

Leave a Reply