Maternidade muito tardia: Nada recomendável

Escultura ‘Maternidade’, do artista colombiano Fernando Botero.EFE/Alberto Morante

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Segunda-feira 25.04.2016

Em Portugal, a lei não fixa um limite de idade, mas sim existe um acordo tácito de não fazer tratamentos acima dos 50 anos, e “de fato, eu acho que é a norma de comportamento de todas as clínicas de reprodução assistida”, afirma Manuel Muñoz,

“E não o fazemos, porque consideramos que os 50 anos de idade é o limite natural, acima do qual se faz algo para o que o organismo feminino não é projetado; e, de fato, também somos conscientes de que, quando conseguem uma gravidez em idades tão tardias aumentam as complicações decorrentes do mesmo e aumentam não só o risco de que a mãe sofra de um problema, mas também existe risco para os bebês”, considera.

A mãe aumenta o risco de hipertensão e diabetes, entre outros, e para os bebês, o risco de nascer prematuro aumenta e pode resultar em problemas que vão arrastar por toda a vida; “além disso, acreditamos que quando um casal ou uma mulher que busca o tratamento de reprodução assistida pretende-se uma fonte de alegria e não um motivo de preocupação ou uma carga para o resto da vida. Consideramos que não é responsável aceder à maternidade acima dos 50 anos”, acrescenta.

Insensatez , explica, não só pelos riscos médicos citados e porque, além dos problemas médicos “há que fazer considerações éticas: isto é, a distância de idade entre a mãe e as crianças é muito provável que provoque no futuro que a criança se veja privada em uma idade adiantada da figura materna”.

Declínio da fecundidade

A idade, refere o diretor do IVI de Alicante, é o fator individual que mais afeta a possibilidade de conseguir uma gravidez por via natural.

“Sabe-Se que ocorre um declínio da fecundidade das mulheres em torno dos 35 anos e acima dos 40 é mais do que evidente, de tal forma que a probabilidade de conseguir uma gravidez por via natural a partir de 43 pois é praticamente testemunhal. Falamos de possibilidades de menos de 5% em qualquer caso”.

Mas a coisa muda radicalmente se não existem óvulos doados, porque ao utilizar óvulos de mulheres mais jovens, os embriões têm chances altíssimas de gestar, de fato, refere este facultativo, esta é a via pela qual se conseguem uma gravidez em idades tardias, praticamente cem por cento dos casos

Não é notícia que se obtenha uma gravidez, a primeira se utiliza um tratamento com óvulos doados , mas há que ter claro que o organismo feminino ainda pode tirar tecnicamente adiante uma gravidez, o embrião implante e que implante para a primeira. Mas há que ter encontrado problemas de gravidez.

Observa o médico que se as mulheres, em geral, estejam cientes quanto mais baixa a sua capacidade de fertilização a partir dos 35 levar mais em consideração a possibilidade de congelar seus óvulos e, sobretudo, ter em conta que quando mais nos afastemos dessa idade, menos são as chances de conseguir uma gravidez, e o ideal é armazenar os óvulos, e antes dos 35 anos.

Nas clínicas de reprodução assistida do Instituto Valenciano de Infertilidade (IVI), técnicas como a doação de óvulos, oferecem uma taxa acumulada de gravidez superior a 96% em três tentativas de fertilização in vitro e 87 por cento, também na terceira tentativa.

Inseminação Artificial

A Inseminação Artificial consiste na colocação de uma amostra de sêmen, previamente preparada em laboratório, no interior do útero da mulher, com o fim de aumentar o potencial dos espermatozóides e as possibilidades de fertilização do óvulo. Desta forma, você diminui a distância que separa o espermatozóide do óvulo e se facilita o encontro entre ambos.

Fertilização in Vitro (FIV)

A Fertilização in Vitro é a união do óvulo com o espermatozóide em laboratório-in vitro-, com o fim de obter embriões já fecundados para transferir para o útero materno.

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