Marta Robles reflete sobre a insegurança em primeira pessoa

Marta Robles diante dos microfones EFE-Rádio/EFE/Ángel Díaz

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MartaRobles percorre neste livro, publicado pela Planeta, as principais incertezas que marcaram a sua vida, ao mesmo tempo em que fornece ideias e alternativas para viver plenamente sem esconder a vulnerabilidade ou fragilidade, que pode ter qualquer pessoa.

A jornalista contou para a preparação deste livro, com a ajuda da psicóloga Paula Martinho Bustamante, que enriquece e completa as reflexões da autora com conhecimentos teóricos e dicas fáceis de seguir.

“Faça o que temas” retoma questões como a origem da insegurança; dos tipos de inseguranças, de intelectuais à económicas, passando pelo ciúme, desconfiança, a inveja ou a toxicidade; a sobreprotección e a negligência; as inseguranças masculinas e femininas; ou o binômio insegurança e o fracasso.

E fecha-se com aspectos como a forma de superar a insegurança ou conviver com ela; o perigo do excesso de insegurança; para formular a seguinte pergunta: “Existe a certeza absoluta?”.

Os pilares da insegurança

Em declarações à Efe, um meio de comunicação em que trabalha, através de seu programa “Entre aspas” EFE-Rádio, MartaRobles assinalou que existem dois pilares da insegurança: a falta de proteção e o excesso de proteção.

Para Robles, este livro foi como despir-se em público: “Muitas pessoas não imaginavam que eu era insegura. A idéia do livro nasceu de uma palestra que dei em um fórum de mulheres, liderança e superação, onde contei em primeira pessoa, por que eu era insegura, o que isso tinha me feito sofrer, e como eu havia imobilizado. Contar tudo isso foi como se despir”.

MartaRobles, nascida em 1963, explicou à Efe que viveu pequena o excesso de proteção da mãe e a falta de proteção de seu pai, mas ressalta que este livro não é uma revanche contra ele.

A autora de “Faça o que temas” acredita que há atualmente muitos “pais helicópteros” que tentam proteger tanto seus filhos que, no final, lhes imobilizam e incapacitam, e isso não é bom, assegura.

Conviver com a insegurança

“Eu aprendi a conviver com minha insegurança, eu domesticado. Embora eu seja resolutiva, tenho medo de quase tudo. Os indecisos nos comparamos com os outros e sempre nos vemos pior, e em vez de procurar soluções no nosso interior, nós tentamos encontrá-las fora, e isso é um problema”, analisa.

Carvalhos aconselha que, para conviver com a insegurança, “a primeira coisa é aceitá-la, e saber que a perfeição é inimigo do bom, que dizia Shakespeare; e só no caminho, vamos encontrar satisfação e excelência”.

A jornalista, que teve sucesso em sua profissão, tanto na imprensa como no rádio e na televisão, conta à Efe a anedota de que, apesar de medir 1,73 cm, quando ia para entrevistas de trabalho, se colocava em saltos de 10 centímetros para impressionar mais e se sentir mais segura.

“Eu Me liberto com este livro, foi uma catarse; sua pretensão mais que literária é de ajuda e serviço. Fez-Me mais humana, ao reconhecer minhas vulnerabilidades, e que nada acontece por aceitá-las e contá-las”, expõe.

MartaRobles já recebeu vários prêmios jornalísticos e já escreveu mais de dez livros, de ficção e de não ficção.

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