Mapp Pharmaceuticals, ante o desafio da produção em massa do soro contra o ebola

A companhia Mapp Pharmaceuticals, que produz o soro experimental que se administrava aos missionários americanos e espanhol infectados pelo ebola, se encontram diante do desafio de produzir grandes quantidades deste medicamento, de acordo com um especialista

Uma mulher africana da Rede de Mulheres para a Construção da Paz, WIPNET suas siglas em inglês), informa sobre o vírus do ebola outras mulheres em um acampamento desta organização em Monróvia (Libéria). REUTERS/Ahmed Jallanzo

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“Falei com eles e eles me dizem que é um desafio poder passar de produzir alguns gramas, como têm feito até agora, em quilos, mas é um problema que se pode vencer, se há alguém que queira comprar o medicamento e isso é o que não sabemos”, disse à Efe Charles Arntzen, pesquisador da Universidade do Arizona (EUA), que trabalha em uma vacina contra o letal vírus do ebola e que colaborou durante mais de uma década com Mapp Pharmaceuticals.

Enquanto se massifica a sua produção, o especialista disse que é por ver o impacto do soro experimental ZMapp no atual surto, devido a quantidade limitada que, por agora, é capaz de produzir.

A OMS, que convocou esta semana especialistas no uso ético dos medicamentos, sempre considerou “ético”, o uso de medicamentos não testados em humanos perante o atual surto de ebola, que causou a morte de milhares de pessoas, das quase 2.000 infectadas – Guiné Conakry, Libéria, Nigéria e Serra Leoa.

“Certamente é uma boa decisão, pois não existe uma terapia alternativa, e, especialmente, na Libéria, existe uma situação extrema, porque as enfermeiras e os médicos são os que estão começando a sofrer mais a doença”, disse o cientista.

Os temidos efeitos colaterais

Apesar de que se desconhece a eficácia ou os efeitos secundários dos tratamentos disponíveis, o especialista disse que o rápido avanço da doença e a taxa de mortalidade fazem necessário o seu uso.

Este soro foi administrado aos dois missionários norte-americanos contagiados de ebola e que foram transferidos na semana passada para Atlanta, onde que se encontram internados no Hospital da universidade Emory, onde evoluem favoravelmente, de acordo com as últimas informações prestadas por seus associados.

Foi administrado, além disso, o missionário espanhol Miguel castela e leão, de 75 anos, que ontem faleceu no Hospital Carlos III de Madrid, para onde foi transferido proveniente da Libéria na semana passada.

O medicamento será enviado esta semana por um representante do Governo norte-americano para a Libéria, o país mais afetado até agora, com cerca de 282 mortos, depois que seu presidente, Ellen Johnson Sirlead, pedisse ter acesso ao soro.

Líderes dos países africanos mais afetados pelo vírus têm sido críticos sobre a falta de acesso ao medicamento, demanda que foi aderida pela população civil da região, que, através da rede social Twitter, tem exigido um maior acesso ao soro sob a tag #GiveUsTheSerum (nos Dar o soro).

Canadá vai doar a OMS até 1.000 doses de vacina experimental

O Canadá anunciou hoje que vai doar para a Organização Mundial da Saúde (OMS) até 1.000 doses de 1.500 possuem uma vacina experimental contra o ebola para sua utilização nos países africanos mais afetados pelo surto infeccioso.

O ministério da Saúde canadense explicou que a vacina, conhecida como VSV-EBOV nunca foi testada em seres humanos, apenas animais, mas os resultados têm sido encorajadores.

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