Maldito tabaco

Os números lhe acusam e merece cada crítica e acusação que carrega sobre as costas. O tabagismo é a praga do nosso tempo e os 20% dos espanhóis já conseguiu acabar com ele de sua vida. Mas é imprescindível não baixar a guarda, o diabo esconde-se; apenas existem apoios para o exfumador que lhe renovarem em uma das decisões de sua vida. No Dia Mundial sem Tabaco lembramos dez delas

EFE/DPA/Patrick Seeger

Segunda-feira 10.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

“FUMAR MATA”, as caixas o advertem… o que mais podemos dizer. O hábito do tabaco é tão forte e tão enganosa que vale a pena desgranar como nos mata o tabaco. Neste ponto, em que cada um escolha seu motivo para sair da escravidão a que se submete o cigarro e não nos meteremos em razões econômicas: cerca de 1.400 euros anuais de poupança se fumamos um pacote diário.

  1. A dependência ao tabaco é a principal causa evitável de doença e morte prematura, e é cobrada 700.000 vidas por ano na UE, mais do que as seis seguintes causas juntas: mortes por acidente de trânsito, consumo de drogas ilegais, suicídio, assassinato, aids e acidentes de trabalho.
  2. Mais de 50.000 pessoas morrem a cada ano no Brasil por causa do tabaco, das quais, mais de 20.000 são por câncer de pulmão. 1 de cada 6 falece entre os 35 e os 69 anos.
  3. 28% da população europeia fuma atualmente, enquanto que em Portugal o número ascende a 33%, dois pontos abaixo da última medição realizada em 2009. Por sexo, o percentual de fumantes diários é de 31,2% em homens e de 21,3% em mulheres.
  4. O tabaco é a causa reconhecida de 29 de doenças, entre elas mais de 90% dos casos de bronquite diagnosticadas em nosso país, 95% dos casos de câncer de pulmão (também fator causal do câncer de esôfago, bexiga, cavidade oral e laringe) e 30% das doenças cardíacas coronárias.
  5. 700.000 menores espanhóis estão expostos diariamente ao fumo de tabaco em suas casas. Isso representa 10,3% do total de crianças menores de 14 anos em nosso país, percentual que se eleva a quase 14% entre as idades de 5 a 14 anos.
  6. Fumar durante a gestação é um dos fatores de risco determinantes para o posterior desenvolvimento de bronquiolite infantil. No Brasil, quase 60% das crianças desenvolveram a infecção ao ano de idade, e quase 80% nos dois anos.
  7. Em Portugal mais de um milhão de jovens, entre 16 e 24 anos, fuma diariamente. Um em cada três fumantes adolescentes desenvolve uma dependência clinicamente relevante até os 35 anos. A idade média de início de consumo de tabaco é a mais adiantada de todas as drogas (13,3 anos); a idade média de início de consumo diário ocorre um ano depois (14,3 anos). A influência dos amigos é a principal causa para começar a fumar para 82% dos fumadores e ex-fumadores são.
  8. As mulheres, além de sofrer os mesmos riscos do que os homens, estão sujeitas a riscos adicionais. Fumar tem um efeito multiplicador dos riscos cardiovasculares dos contraceptivos orais. Por isso, a probabilidade de sofrer um infarto é multiplicado por dez em mulheres que fumam e seguem este método contraceptivo.
  9. As fumam sofrem um avanço meio da menopausa entre dois e três anos em relação às mulheres que nunca haviam fumado, aumentando paralelamente, o risco de osteoporose. Fumar reduz as chances de conceber e se ocorrer uma gravidez, há mais possibilidades de nascimentos prematuros; nos homens provoca alterações nos níveis hormonais que afetam a qualidade e quantidade do esperma, mobilidade e as variações na morfologia.
  10. O tabaco tem um impacto negativo sobre a imagem pessoal: provoca a desidratação da pele e com isso se perde a elasticidade e a epiderme aparece áspera e quebradiça; favorece a produção de radicais livres, que causam o envelhecimento; os dentes se tornam amarelos e provoca mau hálito.

Este artigo contém dados da Organização Mundial da saúde; Eurobarómetro sobre o consumo de tabaco (junho de 2012); Inquérito Nacional de Saúde (2011-2012); Inquérito Europeu de Saúde em Portugal; Ministério da Saúde; assim como os médicos, sociedades médicas, associações e fundações que expõem cientificamente os perigos do tabagismo para a saúde.

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