Mais de 60.000 mortes por tabagismo em 2012, o pico mais alto em Portugal

EFE/Orestis Panagiotou

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Esta é uma das principais conclusões do estudo “o Impacto do tabagismo sobre a mortalidade no Brasil no ano de 2012”, elaborado por meia dúzia de epidemiólogos e pesquisadores espanhóis coordenados pelo especialista de valladolid Eduardo Gutiérrez-Zangão.

Frente a esta alta mortalidade e, embora possa parecer uma contradição, a prevalência do consumo de tabaco continua a sua linha descendente iniciada em 2003, quando fumava, geralmente, o 28,1 % dos espanhóis maiores de 16 anos.

Em 2006, a prevalência desceu até o 26,4 % e agora, neste último relatório, que coleta dados de 2012, o percentual voltou a descer até o 23,62 %, com o que se atesta que a cada três ou quatro anos desce em dois pontos, o número de fumadores em Portugal, um período em que foram aprovadas duas leis regulatórias para lutar contra o consumo de tabaco.

Os dados desta alta mortalidade podem parecer contraditórios com esta tendência para um menor consumo de tabaco, mas a explicação reside, segundo o especialista do Comitê Nacional de Prevenção do Tabagismo Rodrigo Córdoba, no conceito denominado “diferença” ou “intervalo de latência”.

“Normalmente, os efeitos mortais do consumo de tabaco aparecem após 30 anos de iniciar o consumo”, explicou Córdoba, em são Paulo, o que é uma “intoxicação crônica, que se acumula durante anos, até que aparecem os efeitos da mortalidade”.

Valores com tendência crescente

Neste contexto, e de acordo com o estudo publicado na Medicina Clínica e em que participaram especialistas de Castela e Leão e Madrid, “em Portugal ainda não atingiu o nível máximo de efeitos negativos sobre a saúde”, por que o atual pico de mortalidade e de doenças por tabagismo poderia ser superado nos próximos anos.

“O que está claro é que continuará a subir, ao menos no caso das mulheres”, disse Rodrigo Córdoba, do Comitê Nacional de Prevenção do Tabagismo, uma entidade que reúne as 40 sociedades médicas e científicas mais prestigiadas de Espanha.

Os autores do estudo lembram em seu relatório que o consumo de tabaco está relacionado com mais de 25 doenças e é responsável por 85 % dos casos de cancros do pulmão, 75 % das bronquites crônicas e, entre outras doenças, 25% das doenças cardíacas isquêmico.

“Estima-Se que 40 % dos fumantes morrerá prematuramente o tabaco, se não deixam de fumar”, ressalta, em sua introdução, o estudo epidemiológico, o último feito em Portugal sobre tabagismo e que se baseia principalmente em dados que oferece a Pesquisa Nacional de Saúde e o Instituto Nacional de Estatística.

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