Mais de 10.000 passageiros atendidos pela Unidade da Paz-Carlos III em 2013

O doutor Sabino Ponte, chefe da Unidade de Vacinação do Hospital Universitário La Paz – Hospital Universitário Carlos III, aponta que não há que viajar com medo longe de Portugal, mas se com as máximas garantias e seguindo as recomendações sanitárias

EFE/EPA/Stephen Morrison

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Esta Unidade de Vacinação Internacional atendeu em 2013 a 10.312 viajantes e administrou 18.927 vacinas.

O turismo foi o motivo mais freqüente da viagem, com 54,6%, seguido dos motivos de trabalho com 22,5%; em terceiro lugar, aparecem os motivos humanitários e de cooperação internacional, com 11,7 por cento.

Em 2013, aponta o doutor Ponte, o número de viagens internacionais superou o ano anterior, apesar da crise econômica.

Vacinas e destinos

O destino mais frequente é a África. Um 41% dos viajantes que estiveram na Unidade deslocaram-se ao continente africano.

A ásia é o segundo destino escolhido pelos usuários deste serviço, 33 por cento. Em terceiro lugar, a América Latina, 25 por cento. Por países, é o destino mais visitado é A Índia, seguido por Quênia, Tailândia e Peru.

Na Unidade, avalia-se a cada pessoa em particular, pois o que está indicado em um paciente pode não ser em outro.

As doenças mais perigosas

A malária é a doença que tem mais risco e a mais grave. O doutor Ponte aponta que a prevenção contra este mal é muito eficaz, e isso garante muito que não se contraia.

Outras doenças são o dengue ou diarreia do viajante; as complicações digestivas influencia o consumo de alimentos crus ou pouco cozidos. As consultas mais frequentes são por motivos de febre, processos digestivos e dermatológicos.

As áreas tropicais são as de maior risco, mas sem esquecer outras, mesmo na Europa, onde podem ser necessárias vacinas, como na Floresta Negra ou áreas de Áustria, para prevenir a encefalite da europa central.

  • Será que temos boa cultura sanitária, quando viajamos?

Cada vez há mais consciência, mas certamente existe uma percentagem de pessoas que se lia o cobertor na cabeça, por desconhecimento ou por descuido, responde Sabino Ponte.

O doutor coloca o exemplo da hepatite A, amplamente distribuída pelo trópico e subtrópico. “Existe a falsa crença de que, com 45 ou 50 anos está inoculados, diante dela, mas não, não e não. Se alguém vai viajar e não sabe ao certo se foi passado e não está vacinado, há que vacinas”, salienta. “Se as crianças se passa sem saber, em um adulto de 60 anos, a mortalidade é de 2% ou ter que chegar ao transplante de fígado”, acrescenta.

  • Há que tentar muitas pessoas quando volta?

O doutor Ponte explica que depende muito da duração da viagem. Uma pessoa que esteve muito tempo, em uma zona tropical, ao voltar, deve passar a ITP, Inspeção Técnica de Pessoas, brinca o médico, quando comparado com a POTÊNCIA dos carros.

E é contundente diante desta situação: “Os viajantes devem saber que uma febre no regresso de uma zona tropical é uma urgência médica, para descartar a malária”.

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