Mais barata e mais segura

Cerca de 48% das intervenções cirúrgicas, que são feitos em saúde pública, permitem ao paciente ir para casa no mesmo dia, sem passar a noite no hospital, é o que se conhece como cirurgia maior ambulatória, que é entre 30% e 40% mais barata do que a do hospital e, além disso, “mais segura”.

EFE/Marta Pérez

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O revelaram vários especialistas em uma conferência de imprensa com motivo da celebração do Simpósio Nacional de Cirurgia Ambulatória, que se realiza em Madrid até amanhã, em que se destacaram os benefícios desta prática, tanto para os pacientes como para o Sistema Nacional de Saúde (SNS).

A cirurgia maior ambulatória iniciou-se em Portugal no início dos anos 90 e, desde então, “foram alcançados padrões muito importantes”, segundo afirmou o presidente do comitê científico do Simpósio, Fernando Docobo, que, não obstante, foi defendido que se deve melhorar.

Neste sentido, explicou que cerca de 70% dos pacientes que se encontram nas listas de espera para ser operados no SNS “é susceptível” de ser operado com esta prática, o que contribuiria para que estas fala.

Mas não só isso, como explicou o presidente do comitê organizador do Simpósio, José Luis Porrero, esta cirurgia representa “uma poupança enorme” para a saúde pública, porque é entre 30 % e 40% mais barata do que a hospitalar, em que o paciente, pelo menos, tem que passar uma noite no hospital.

E é que “os processos mais prevalentes entre a população são curiosamente os que entram na cesta para esta cirurgias”.

Além disso, de acordo Porrero, é mais segura, pois “o hospital é um local perigoso para se estar” devido a infecções que podem contrair-se: “em igualdade de condições, a cirurgia maior ambulatória é mais segura”, sublinhou.

A vogal de Enfermagem da Associação Espanhola de Cirurgia Maior Ambulatória (Asecma), Maria Teresa Valls, explicou que o paciente após a operação “se vai à sua casa, “onde está melhor do que em qualquer lugar” e as 24 horas uma enfermeira chamada para interessar-se por seu estado, e se há algum impacto aconselhá-lo que vá ao centro de saúde ou a urgência do hospital.

Durante a recuperação, em casa, o bem-estar do paciente “está garantido”, já que lhe prescrever os medicamentos adequados para atenuar a dor, se existe, tal e como tem assegurado a vogal de Qualidade de Asecma, Matilde Zeballos.

Cirurgia ambulatorial como pilar da sustentabilidade

Com tudo isso, os especialistas têm incidido em que devem ser realizadas cirurgias deste tipo, porque eles são um dos “pilares da sustentabilidade” da Saúde Pública e solicitaram ao Ministério da Saúde, Serviços Sociais e Igualdade de um sistema nacional de acreditação de unidades e se incentive os profissionais de saúde.

Além disso, pediram que o solvente os problemas de heterogeneidade que existem entre as comunidades autónomas neste sentido, já que, segundo disse Porrero, cada região é “um ministério pequeno e cada secretaria de Saúde faz a política de saúde que considera mais oportuno”.

A cirurgia maior ambulatória também conta com um alto grau de satisfação entre os pacientes (95 %), os quais, não obstante, às vezes não vão para a citação, de fato, Docobo assinalou que se produzem 20 % de cancelamentos, das quais a metade se deve ao paciente.

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