Maior risco no consumo de maconha e cocaína, uma das drogas mais populares

Jeffrey Arguedas/EFE

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A cocaína, o ecstasy e o speed são as três drogas sintéticas ilícitas mais consumidas em espaços de lazer noturno. Mas o mais alarmante é que o seu nível de pureza é o mais alto dos últimos cinco anos.

“A diminuição dos adulterantes é uma boa notícia, mas é uma arma de dois gumes, porque se você não sabe o que aumentou a pureza, não está preparado para que aumentem os efeitos”, diz Joan Colom, diretor de Drogodependencias (Aspcat) da Catalunha.

Além disso, está consolidando a conservação destas substâncias com novas drogas.

Pureza e adulteração, dois fatores que aumentam o perigo no consumo destas substâncias, unido, muitas vezes por desconhecimento dos componentes das mesmas e as conseqüências que isso implica. Assim o revela o último relatório anual do Serviço de Análise de Substâncias de Catalunha de Energy Controle da Associação bem-Estar e Desenvolvimento (ABD).

A cocaína é, por tanto, a droga mais puro e o que tem adulterantes mais tóxicos. Além disso, as novas drogas se consolidam como adulterantes de substâncias ilegais mais comuns.

Mas, o que está acontecendo?

Tudo indica que há dois fatores que podem estar contribuindo para o aumento da pureza: a inovação dos processos de produção e a competitividade no mercado. Uma competição que tem aumentado com o uso da Internet, tal como aponta o European Drug Report 2015, do European Monitoring Centre for Drugs and Drug Addiction (OEDT).

Assim também explica Andreia Calçada, coordenadora de Energy Controle em Portugal, acrescentando que a pureza pode ser também”a presença de novas drogas em alguns países ou a “deep web”, um mercado online onde você tem acesso a todo o tipo de drogas de alta qualidade e a preços competitivos”.

A ‘flakka‘ é uma dessas novas drogas que se detecta desde há anos como adulterante de drogas sintéticas tradicionais. Trata-Se de um estimulante, a Alfa-PVP, patenteado em 1967. Calçada aponta que, em 2011, foi detectada a sua presença em dezenove vezes, e que é vendida embalada como incenso ou fertilizante.

Mas a coordenadora salienta que não podem ser atribuídos com firmeza casos de intoxicação ocorridos em Portugal para ‘a flakka’, acrescentando que existe uma maior motivo de preocupação: o ‘Superman-Rosa’, uma pílula que é vendido como o “ecstasy” e o que se espera confirmar que causou pelo menos uma morte no País Basco.

Cannabis é a droga ilegal mais consumida

Fora das drogas sintéticas, a cannabis é a droga ilegal mais consumida em Portugal, seguida da cocaína.

O delegado do Plano Nacional sobre Drogas, Francisco de Assis Babín, diz à EFE que a cannabis é a partir de 2012, a droga ilegal que mais receitas gera entre os internados para tratamento pela primeira vez. Para o delegado, a “epidemia de heroína”, passou para o problema da cocaína, mas o seu consumo foi diminuindo à medida que aumenta o da maconha em pessoas muito jovens.

Francisco de Assis diz que as pessoas que pedem ajuda a um centro de atenção sem ter atingido os 18 anos “começaram a consumir em média aos nove”. Apesar de que em Portugal estes casos não chegam a centena, os dados são alarmantes.

Consequências da cannabis

Depende, antes de tudo, a base genética e a predisposição de cada pessoa a manifestar problemas. Os primeiros consumos podem produzir surtos psicóticos, embora em outras pessoas o que provoca o chamado “síndrome amotivacional”, de uma forma de lidar com a realidade cotidiana em que as pessoas têm muitos menos potenciais e predisposição para lidar com as tarefas da vida diária”.

Mas o certo é que o consumo de maconha em jovens “diminuiu mais de 30% na última década e segue descendo”, diz. O problema é que, quem o consome, se torna com maior risco e consumindo um cannabis é muito mais potente.

Isto é devido a que o tetrahidrocanabinol, substância mais viciante do cannabis, atualmente está muito mais presente nesta droga. Se há dez anos as concentrações deste componente foram de 3 ou 4%, agora chegam a 15% e chegam mesmo a superá-lo. Motivo pelo qual, de acordo com o delegado, podemos dizer que “tem aumentado o consumo de risco de cannabis, embora o número de consumidores tenha diminuído”.

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