Madrid, capital europeia de produtos sem glúten

Cartaz da MAD Glúten Free. Cedido pela organização da feira

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Já passou um ano da celebração da “BCN Glúten Free“, uma feira de produtos sem glúten, que teve lugar em Barcelona e que vendeu mais de 9.000 participantes, contou com mais de 72 empresas expositoras e realizou mais de 40 tipos de receitas sem glúten.

O nascimento deste projecto nasceu com a ideia de que os anos ímpares se celebrara em Barcelona e os pares aterrou em Madrid.

Madrid, a cidade escolhida em 2016

O diretor da feira, Pere Gurt, explica a EFEsalud que devido ao sucesso em Barcelona, as expectativas para este ano são ainda mais altas.

A demanda dos clientes levou a oferecer produtos que não possuem o glúten, mas também são muitos os expositores com produtos sem açúcar, sem lactose, sem vestígios de frutos secos ou ovo, assim como alimentos biológicos ou especiais para diabéticos”.

Além da parte comercial, a MAD Glúten Free conta também com um espaço didático: “O Forum Show Cooking, um espaço que desfilam médicos, cozinheiros e urbanização são efetuados, especialistas em pão e especialistas em protocolos para evitar a contaminação cruzada em restauração”.

Os mais pequenos que frequentam a feira também tem seu lugar no Forum Kids, onde podem manipular durante mais de uma hora alimentos sem glúten.

A evolução dos produtos

A evolução dos últimos dez anos no setor de produtos sem glúten demonstra, de acordo com a experiência de Gurt nessa área, que cada vez mais e a sua qualidade “melhorou de forma extraordinária com o fortalecimento do gosto e a textura”.

Hoje em dia as principais queixas dos consumidores finais se concentram no preço embora se tenha visto bastante reduzido nos últimos anos.

Gurt indica que um celíaco pode chegar a gastar por ano 1.400 euros mais do que uma pessoa que não é e, no caso de Portugal, as pessoas “não têm apoio por parte das instituições, enquanto que em outros lugares sim, existem, como na Itália e em alguns países nórdicos”.

O responsável acrescenta que os preços tão elevados devem-se a que “um pão normal pode ser fabricado por 4 ou 5 elementos, mas um sem glúten pode chegar a necessitar de até 14”. Além disso, para evitar a contaminação cruzada, há que mudar as instalações das empresas.

Esta é a lista de empresas que participam este ano na MAD Glúten Free:

As novidades

O pavilhão do Palácio de Cristal recolhe em 8.000 metros quadrados, não só a essência da BCN Glúten Free, mas que, segundo seu diretor, contém mais novidades:

  • A parte expositiva cresceu 25%, o que se traduz em mais de 90 empresas expositoras, representando mais de 200 marcas de produtos livres de glúten.
  • No ano passado, houve degustação de cerveja, mas nesta edição, além destas, somam-se as de chocolate e os alimentos correspondência de pão e azeite.
  • A incorporação de um conjunto de “food trucks”, -também denominadas como gastronetas ou caminhões restaurante com comida mexicana, crepes ou sanduíches de lula: Uma forma de dar ideias para que a vida do celíaco fora de sua casa não seja tão complicada.

Nutrição do pequeno-almoço ao jantar

Uma das empresas expositoras, que repete este ano a sua presença em Madrid é a Nestlé, que tem como objectivo cobrir as necessidades alimentares de um celíaco “desde que toma até que janta”, conforme salienta João Aragão, responsável pela Saúde e Nutrição da Nestlé e palestrante na feira.

Ela estará acompanhada o dia 5 de dois outros nutricionistas e por um chef, Armando González, que preparará em directo receitas, como purê de batata, molho de tomate, mousse de chocolate, humus e crepes. “Tudo isso sem a utilização de glúten ou alérgenos”, observa.

A empresa também vai oferecer degustação de pizzas, de cereais e de cacau solúvel.

Anabel Aragão aconselha os celíacos, que além de bem verificar o rótulo dos produtos, em casa, há que ter também uma série de precauções, sobretudo, na hora de cozinhar: “Há que empregar utensílios diferentes na hora de preparar os produtos sem glúten”, diz.

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